— Lucas, o que você e a cunhada não entram e ficam conversando na porta da copa? Não me digam que brigaram de novo?
Ao ouvir isso, Lucas lançou um olhar afiado e deu um chute na direção dele.
— O fato de alguém como você ainda não ter sido espancado até a morte só prova que tem muita gente boa neste mundo.
Henrique esquivou-se rapidamente e estalou a língua.
— Ei, cunhada, acho que acabei de ouvir o Lucas falar sobre uma menininha. Como assim, o Lucas perdeu a ideia de não ter filhos e planeja ter uma menininha com você para brincar?
Ele disse isso com um tom provocativo e brincalhão nos olhos.
Julia disse a si mesma que a ignorância não era um pecado. Ela não era próxima de Henrique, então não havia necessidade de ficar com raiva do comentário descuidado dele.
Enquanto ela se preparava mentalmente, o Lucas ao lado dela, sabe-se lá se teve um surto ou o quê, de repente se aproximou do ouvido dela e disse:
— Professora Julia, o que você acha dessa proposta?
No passado, Lucas não tinha esses pensamentos. Afinal, eles ainda eram jovens. E embora fossem recém-casados, Julia era como uma rajada de vento que não podia ser capturada. No início, quando o amor deles era forte, ele também pensou em ter um filho.
Mas a razão acabou prevalecendo.
E agora...
Aquela menininha de agora pouco era tão adorável que o fez ter essa ideia de novo.
Julia levantou o cotovelo e, sem pensar, atingiu diretamente a cintura do homem com força.
Isso carregava um pouco de sua própria emoção.
Filha?
Até parece!
Se não fosse por Lucas, ela não precisaria se esconder como uma ladra estando tão perto de sua própria filha.
Pensando nisso, o coração de Julia ficou cada vez mais apertado.
Clarinha ainda estava doente, se não fosse...
— Não acho nada.

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