Percebendo a irritação dela, Lucas estendeu a mão diretamente e envolveu a mão dela na sua palma.
— Vamos. Vamos nos despedir do Dom Alberto. Já está tarde, precisamos voltar.
Lucas parecia não fazer muito esforço, mas, na verdade, Julia não tinha como se soltar.
Pelo visto, a história do filho foi dita apenas por dizer.
Fazia sentido. Lucas sempre teve tudo nas mãos desde pequeno e estava acostumado a controlar tudo. Foi só uma piada no calor do momento. Se uma criança aparecesse do nada, ele com certeza mudaria de expressão na mesma hora.
Sem contar...
Julia abaixou os olhos e olhou para ele segurando sua mão. Um sorriso um pouco amargo surgiu em seus olhos.
Fingir era algo que o grande procurador Valente conhecia muito bem.
Ela já havia sofrido o suficiente e nunca deixaria Clarinha ter a menor chance de passar por isso.
Parecia que o plano de deixar Metrópolis precisava ser adiantado.
Meia hora depois, Julia e Lucas saíram do hospital juntos. Julia estava preocupada com Clarinha e queria arranjar uma desculpa para voltar antes.
Antes que ela pudesse falar, um senhor de terno bloqueou o caminho.
Embora o homem já fosse de idade, seus olhos eram extremamente afiados. Aquele olhar mal-intencionado realmente não despertava simpatia em ninguém.
Julia franziu a testa.
— Sr. Valente, é realmente difícil conseguir vê-lo. Mas eu não esperava que tivéssemos tanta afinidade a ponto de nos encontrarmos aqui no hospital.
— Se isso é coincidência ou se você tem olhos em todo lugar, eu não preciso nem dizer, não é, Dom Tiago?
Lucas lançou um olhar de soslaio para a pessoa à sua frente e ergueu os lábios de forma despreocupada.
— Meu carro está ali. Não somos a máfia, Dom Tiago não precisa bloquear a porta do hospital, né?

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