Pressionada por Lucas, Clarice finalmente saiu da loja, olhando para ele com certo desagrado.
— Lucas, você vive ocupado e não tem tempo para mim nem para a Sra. Helena. E logo quando tira um tempo para fazer compras comigo, fica me apressando.
— Quando quiser fazer compras, chama as suas amigas. Para um homem é perda de tempo.
Lucas disse sem demonstrar muito.
— Promotor Lucas, que coincidência.
O herdeiro dos Xavier, Bernardo Xavier, estava ali por acaso.
Ele olhou para Clarice com interesse e malícia.
— Srta. Albuquerque, nos encontramos de novo.
Clarice não respondeu. Ela se escondeu atrás de Lucas e disse baixinho:
— Lucas, vamos pra casa.
— O promotor é bem sortudo com as mulheres, tem uma esposa linda esperando em casa e uma irmã adotiva agradável acompanhando ele na rua.
Um sorriso sarcástico apareceu nos olhos de Lucas.
— Pagar fiança não acabou com a sua prepotência. Em vez de falar bobagem, o Sr. Xavier deveria arranjar tempo para contratar um bom advogado.
— Aliás, você devia era comprar um bom caixão.
A frase acertou diretamente na ferida de Bernardo.
Sua expressão fechou na mesma hora e ele nem tentou fingir simpatia.
— Lucas, não fique se achando cedo demais.
— Isso não acabou!
Lucas levantou as pálpebras, impaciente.
— Eu não tô aqui esperando? Não fique só nas palavras.
Bernardo bufou com raiva e foi embora.
Ele prometeu a si mesmo que, mais cedo ou mais tarde, pisaria em Lucas e acabaria com toda a sua arrogância.
Depois que ele saiu, Lucas olhou para Clarice, que segurava seu braço, e puxou o braço de volta.

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