Após dizer isso, Letícia piscou para Julia.
— Leve a Clarinha para o pronto-socorro primeiro.
Os três foram para a emergência pediátrica no quarto andar.
Julia olhava para dentro de vez em quando, com o coração apertado.
Durante esse tempo, a saúde de Clarinha piorou ainda mais, e ela tinha febres e resfriados frequentemente.
Letícia, que sabia o que estava acontecendo, aproximou-se e segurou a mão dela.
Lucas terminou de pagar e se aproximou, perguntando de forma casual: — Letícia, quando você teve um filho? Fez algo grande sem ninguém saber. Da última vez o Gabriel Santos comentou, e eu não acreditei.
— O que isso tem a ver com você?
Letícia rebateu de forma ríspida.
— Se tiver tempo livre, cuide da nossa Julia e não se meta nos problemas dos outros!
Lucas olhou para dentro, com um tom de voz ruim.
— Se não fosse pela sua relação com a Julia e por essa garotinha ser fofa demais, eu não me meteria nesse assunto.
Ele olhou para Julia que não estava muito longe, o rosto dela estava pálido como papel, ela estava sentada e muito tensa, sem dizer uma palavra.
Um sentimento estranho rondava Lucas ao ver Julia, ele sentia que estava deixando escapar algo.
— Julia, você está muito preocupada com a garotinha lá dentro?
Ao ouvir isso, Julia apertou a palma da mão em silêncio.
Quem estava lá dentro era o parente que ela mais amava, mas agora ela não podia demonstrar preocupação abertamente.
E o culpado continuava a agir como se nada tivesse acontecido.
Julia não conseguia se manter tranquila e não tinha como não ficar ressentida.
O canto dos olhos dela estava avermelhado, e vendo a tristeza e o colapso dela, Letícia falou antes que ela o fizesse.
— A Julia é a madrinha da criança, qual o problema de ela se preocupar com a Clarinha?
— Lucas, você não tem o que fazer?

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