— É um belo de um mestre na administração do tempo.
— A Julia tem um gênio bom, mas eu não sou ela.
Lucas não entendeu o porquê de Letícia estar com aquela raiva, achando que ela apenas não estava feliz porque a filha estava doente.
E não ligou para o que ela disse.
Afinal de contas, Julia ainda estava ali e estava claramente de mau humor.
Ele ficou parado ao lado de Julia sem dizer uma palavra.
Meia hora depois, o médico saiu, Julia levantou-se instintivamente, mas logo interrompeu os passos.
Letícia foi até lá.
O médico falou: — A criança já tem problemas no coração, e agora que ele inflamou, é natural que ela tenha febre alta. Hoje ela vai tomar soro.
— Vocês devem resolver a questão da cirurgia o quanto antes.
— Eu sei, doutor.
Clarinha foi carregada para o quarto, com soro injetado em sua mãozinha.
Lucas ouviu as palavras do médico e franziu a testa.
— O que a garotinha tem no coração?
— Por que está perguntando tanto? Isso tem a ver com você?
Letícia disse, num tom áspero.
— O Grande Promotor não devia estar cuidando da irmã de criação? Ainda tem tempo para se preocupar com os outros? O sol só pode ter nascido no oeste.
O meio das sobrancelhas de Lucas se contraiu.
A sua paciência quase foi embora.
Letícia olhou para a expressão angustiada de Julia, temendo que Lucas notasse algo de errado se continuassem daquele jeito.
Ela apoiou os ombros de Julia e deu uns tapinhas.
— Julia, você não está com uma cara boa.
Havia uma diferença entre a mãe biológica e uma madrinha inexperiente como ela.
E Lucas também não era fácil de se enganar.


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