Manuela lhe lançou um olhar e sorriu levemente: "Não se preocupe, vovó. Já que Iracema quer ficar aqui, então deixe que ela fique."
Depois, virou-se para dar ordens à empregada: "Vá preparar um quarto para a Srta. Iracema."
Iracema respondeu imediatamente: "Quero ficar no quarto ao lado do Tio Lucão!"
Manuela respondeu: "Não pode."
"Por quê?!" Iracema a encarou, desafiadora.
Manuela levantou os olhos e lançou-lhe um sorriso despreocupado: "Porque eu e o Lucão somos casados, e se a acústica não for boa, não é adequado uma criança como você ouvir certas coisas."
Iracema demorou dois segundos para entender o que ela queria dizer; seu rosto ficou vermelho na hora, quase soltando fumaça, e ela olhou para Manuela, incrédula: "Você... você não tem vergonha?!"
Manuela suspirou suavemente: "Seu Tio Lucão é meu marido, isso é a coisa mais normal do mundo. Por que eu sentiria vergonha disso?"
Iracema ficou como um tomatinho maduro prestes a cair do pé.
Nesse momento, Lucas se aproximou com passos firmes, expressão calma, e ordenou diretamente à empregada: "Prepare um quarto para ela no terceiro andar."
Iracema voltou a si e ia protestar, mas ele a interrompeu com um aviso: "Quer tentar fazer escândalo de novo?"
A postura autoritária dele calou Iracema na hora, e ela ficou quietinha.
Mas não acabou aí. Lucas olhou para ela, e sua voz fria continuou: "Você pode ficar, mas se disser mais uma palavra desrespeitosa à sua tia, mando alguém te levar de volta para a Capital!"
Iracema levantou os olhos, incrédula, e apontou para Manuela, sentindo-se injustiçada.
"Tio Lucão! Você está mesmo defendendo essa... essa raposa—"
O olhar de Lucas ficou imediatamente gelado: "Lionel, reserve uma passagem de avião para a Srta. Iracema e mande-a de volta para a Capital!"
Iracema parecia ainda mais chocada, arregalando os olhos.
O que Tio Lucão estava dizendo?! Ela era sua sobrinha de sangue!
Ela olhou rapidamente para a Velha Senhora, mas esta não reagiu, como se achasse tudo normal e Lucas não tivesse dito nada de errado.
Em seguida, olhou para Jorge, que lhe deu um olhar de pura resignação.
Ele entendia perfeitamente. No passado, também achara que era insubstituível, afinal era amigo de infância do Irmão Lucão. Pensava: "Uma esposa recém-chegada nunca vai ser mais importante do que eu!"
...E aí, a realidade lhe deu vários tapas bem dados.
Agora, era a vez de Iracema.

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