Enquanto o carro de Gabriel se aproximava de um alto portão prateado, os olhos de Isla se arregalaram em admiração. As letras douradas em negrito brilhavam sob o sol da manhã:
WHALE ESTATE.
O portão imenso deslizou e se abriu sozinho, revelando um gostinho do luxo que a deixou de queixo caído.
Thomas, o motorista, guiou o elegante carro preto pela entrada, dirigindo lentamente para dentro do grandioso condomínio que abrigava algumas das mansões mais deslumbrantes de toda Carminton.
Isla inclinou-se em direção à janela, com as mãos pressionadas levemente contra o vidro fumê. Seu sorriso se abriu, cheio de espanto. Ela observava as ruas ladeadas por palmeiras imponentes que balançavam suavemente com a brisa fresca.
Ela já conseguia imaginar como aquele lugar seria à noite, com as luzes quentes da rua e os portões prateados brilhando no escuro.
Ao lado dela, Gabriel a observava em silêncio. A maneira como os olhos dela se iluminavam, a forma como os lábios se curvavam com felicidade genuína. Aquilo o derretia.
— Você gosta do que vê? — Perguntou ele suavemente.
Ela virou-se para ele, com seus olhos azul-elétricos faiscando.
— Você está brincando? Eu amei. Tudo sobre este bairro é perfeito.
Sua voz estava cheia de uma empolgação infantil, e Gabriel não pôde evitar sorrir. Vê-la assim sorrindo livremente de novo era mais precioso para ele do que qualquer outra coisa no mundo.
Ele queria fazer mais. Continuar dando a ela motivos para sorrir. Apagar cada memória de dor que ele lhe causara.
Alguns minutos depois, o carro entrou em uma longa rua particular ladeada por cercas vivas impecáveis e arbustos de rosas brancas. No final dela, havia outro portão, ele era preto e superior ao primeiro.
Gabriel estendeu a mão e o portão se abriu automaticamente.
Mas antes que o carro pudesse atravessar, os olhos de Isla captaram algo gravado em ouro brilhante no portão:
RESIDÊNCIA DE GABRIEL E ISLA.
Sua respiração parou.
— Meu Deus... — Sussurrou ela, levando as mãos à boca. Seus olhos brilhavam com descrença e admiração.
— Gabriel... isso... isso é demais.
O nome dela. Os nomes deles. Lado a lado. Fortes e permanentes.
Seu coração derreteu instantaneamente. Ela olhou para ele com um sorriso trêmulo, as emoções inundando seu peito. Quando ele fizera tudo aquilo? Há quanto tempo ele estava planejando?
Gabriel olhou para ela, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios. Mas então seu olhar escureceu um pouco, tornando-se mais sério.
— Desde o primeiro dia em que decidi construir uma família com você. — Disse ele.
Isla piscou rapidamente, os lábios tremendo. As lágrimas que ameaçavam cair finalmente transbordaram.
Gabriel virou-se para ela e gentilmente segurou suas mãos. Seus olhos se encontraram com os dela, firmes e inabaláveis.
— Você é tudo para mim, Isla. — Disse ele baixinho, a voz soou profunda e cheia de segurança.
— Você sempre será a única. Só você. Nesta vida e em todas as vidas depois desta.
Por um momento, ela apenas o encarou, incapaz de falar.
Então as lágrimas vieram. Quentes, desenfreadas, imparáveis.
— Gabriel... — Sussurrou ela, com a voz falhando.
E enquanto ela chorava baixinho, Gabriel estendeu o braço e a puxou para seus braços, segurando-a com força enquanto o carro avançava ainda mais em direção ao novo começo deles.

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