E aquilo foi o suficiente. As últimas palavras dele a estilhaçaram completamente. Ela pertencia a ele agora, de corpo, alma, tudo. Ele a havia reivindicado de formas que ela jamais imaginara, não apenas sua carne, mas seu coração dolorido, arrancando-o das sombras onde ela o escondia.
A ficha caiu como uma tempestade, lágrimas se misturando ao suor em sua pele, o peito apertado por um amor tão intenso que a aterrorizava. Aquele pegador, aquela fera bruta, a havia roubado por completo, e naquele momento, ela não se importava com os riscos, com a dor que ele pudesse causar. Ela era dele, totalmente, e esse pensamento acendeu uma chama em suas veias que consumiu todas as dúvidas.
— Eu te amo. — Ela sussurrou, as palavras escapando de seus lábios como uma confissão, cruas e trêmulas, sua voz falhando sob o peso de anos de um anseio oculto.
Ele congelou. Seu corpo ficou rígido contra o dela, o calor dele paralisado pelo choque. Sua masculinidade ainda pulsava dentro dela, mas tudo silenciou; o ar ficou espesso de tensão.
— O que você me disse, Betsy? — Ben perguntou, a voz baixa e carregada de incredulidade, seus olhos cinzentos buscando os dela na escuridão refletida pelo horizonte da cidade.
— Eu disse que te amo, seu idiota. Satisfeito? — Ela retrucou, o tom desafiador mesmo enquanto seu coração martelava e a vulnerabilidade a inundava como uma maremoto. Ela se preparou para a rejeição, para que as barreiras dele se erguessem, mas a necessidade em seus olhos a traía. Desesperada, exposta, ansiando por sua aceitação.
Ele soltou uma risada baixa e sombria, o som vibrando no peito dele e reverberando nas costas dela. Num movimento rápido, quase impossível de acompanhar, ele avançou de novo, intenso, fazendo-a se abrir ainda mais, indo mais fundo do que antes, até arrancar um suspiro dela, enquanto seu corpo reagia em espasmos involuntários.
A surpresa do momento fez uma onda de sensações percorrer todo o corpo dela, fazendo-a se arquear sem perceber, perdida em um turbilhão de emoções. Amor, medo e prazer se misturando de um jeito intenso, tudo ao mesmo tempo.
— Agora, eu quero ouvir você gritar o meu nome. — Ele rosnou, o hálito quente em seu pescoço.
— Deixe que todos em Carminton ouçam o que apenas eu posso fazer com o seu corpo, como eu faço você chorar por mim.
O aperto dele se intensificou em sua cintura, os dedos cravando-se em sua pele macia como marcas de ferro, selando-a como sua. Então, ele começou a golpeá-la com estocadas implacáveis, cada investida firme e profunda, seus quadris colidindo contra ela com um som úmido e rítmico que ecoava no quarto. Ela o envolvia como um vício, lubrificada e sensível, cada centímetro dele arrastando-se contra suas paredes internas, criando uma pressão que fazia sua visão embaçar.
As mãos dela voaram para as bordas da janela, os dedos espalhando-se contra o vidro frio em busca de apoio enquanto sua bochecha pressionava a superfície; as luzes da cidade borravam-se em rastros lá embaixo. Ele a possuía da forma mais insana, movendo-se com força selvagem, atingindo pontos que faziam estrelas explodirem atrás de suas pálpebras. As emoções a atropelavam, um amor possessivo por aquele homem que quebrara todas as suas regras, o arrependimento pelos dias desperdiçados lutando contra isso, e uma alegria selvagem por ele finalmente estar vendo sua verdade.
— Oh Deus, eu amo isso. — Ela gemeu, as palavras saindo sem filtro, a voz rouca de necessidade enquanto seu corpo balançava no ritmo dele, os seios arfando, a pele em brasa.
O ritmo dele aumentou, os quadris se encaixando do jeito certo, movendo-se com uma precisão quase absurda, atingindo cada ponto mais sensível dela. Cada movimento fazia uma onda quente se espalhar pelo corpo dela, arrancando reações intensas, enquanto ela se perdia ainda mais na sensação.
Sem conseguir se conter, ela chamou o nome dele, num tom alto e quebrado, a voz se desfazendo no ar da noite.
— Ben, oh Ben! — Ela clamou, sua voz ecoando no vidro, lágrimas de um prazer avassalador correndo por seu rosto.
— Sim, baby, você é deliciosa. — Ele ofegou, sua própria voz tensa pelo esforço de conter-se, o suor escorrendo por sua têmpora enquanto a via desmoronar.
— Seu corpo está me sugando, tão quente e pronto, feito apenas para mim.
Seus gritos misturavam-se a risadas sem fôlego, o absurdo de sua alegria em meio àquele caos preenchia o quarto enquanto ele a levava à loucura. O riso borbulhava entre os gemidos, uma libertação da tensão acumulada por tanto tempo, o amor confessado, o corpo rendido, o coração exposto.
O beijo ficou ainda mais intenso, desajeitado e urgente, como se ambos estivessem se perdendo um no outro, sem fôlego. As línguas se encontravam em um ritmo caótico, refletindo a mesma pressa e intensidade que tomava conta do momento.
Os movimentos dele se tornaram mais fortes e descontrolados, os quadris se movendo com firmeza, enquanto suas mãos seguravam a cintura dela com força, mantendo-a presa ali, completamente entregue àquele instante.
A intensidade tomou conta dos dois, como se tudo ao redor deixasse de existir. só aquele momento importava. Ela se agarrava a ele, as unhas marcando seus ombros, enquanto se perdia completamente na mistura de sensações e sentimentos.
Era como se tudo transbordasse ao mesmo tempo, um turbilhão de desejo e emoção que os consumia por inteiro.
Eles não estavam mais no presente. o tempo dissolveu-se no som da pele contra pele, nos fôlegos curtos e desesperados. As mãos dela acunhavam o maxilar dele, puxando-o para mais perto, provando o sal e a necessidade em seus lábios, enquanto os dedos dele a seguravam firme para suas estocadas implacáveis.
Ben cumpriu tudo o que havia prometido a ela naquela noite: desde os três insanos orgasmos, até transar com ela até cansar. Ele não parava, mantendo o ritmo intenso, arrancando dela pedidos por mais, que aos poucos se transformavam em pequenos gemidos, enquanto o corpo dela tremia novamente à beira de mais uma onda avassaladora.
Ele era um amante louco, desvairado e obsessivo, que derramava seus sentimentos ocultos em cada investida, em cada rosnado contra a pele dela. E ela? Ela era a mulher louca que jamais sonhou encontrar sua alma gêmea naquele homem tempestuoso, alguém que igualasse seu fogo, sua escuridão, sua paixão inabalável.
De qualquer forma, eles eram perfeitos um para o outro, duas almas fundindo-se no calor. Ela sabia disso no fundo de seus ossos.
— Sim, eu me caso com você. — Ela ofegou sua resposta final, as palavras um voto selado em êxtase, momentos antes de o mundo girar e a exaustão tomar conta. Seu corpo relaxou nos braços dele enquanto ela perdia os sentidos pela intensidade avassaladora, completamente exausta, e finalmente amada.

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