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A Extraordinária Noiva da Família Wyndham romance Capítulo 237

— Tia Isla, eu posso brincar com os seus bebês? — Perguntou Desmond, fazendo um grande biquinho, com os lábios projetados para frente daquele jeito que só uma criança consegue fazer.

Suas pequenas mãos estavam entrelaçadas à frente do corpo, e seus olhos verdes estavam arregalados de esperança enquanto olhava para Isla.

Isla riu suavemente. Sarah riu também, balançando a cabeça devagar.

Elas estavam no berçário, um quarto amplo e aconchegante, banhado por uma luz suave e cores serenas. O ambiente cheirava levemente a talco e roupa limpa. Isla estava confortavelmente sentada na poltrona de amamentação, com o corpo relaxado. Ela esteve amamentando os bebês tranquilamente.

Duas babás estavam por perto, cada uma dando tapinhas gentis nas costas dos meninos para que pudessem arrotar adequadamente. Seus movimentos eram lentos, cuidadosos e gentis.

Isla tinha acabado de alimentar os gêmeos. Agora, estava amamentando Elara.

Elara estava aninhada junto ao peito de Isla, seus dedinhos minúsculos enrolados levemente contra a pele da mãe. Seus olhos estavam semicerrados, pacíficos e calmos.

Desmond, no entanto, estava mais interessado nos meninos. Ele se balançava de um pé para o outro, claramente infeliz por não ter permissão para tocá-los.

— Desmond — disse Sarah suavemente, agachando-se um pouco ao nível dele —, pare de resmungar. Eles ainda são muito pequenos. Você não pode brincar com eles ainda. Tem que esperar até que cresçam mais.

Desmond franziu a testa. Seus ombros caíram e sua expressão murchou. Por um momento, pareceu que ele ia retrucar. Mas após alguns segundos, soltou um suspiro dramático, como uma criança que sabe que perdeu a batalha.

— Tá bom, mamãe. — Disse ele baixinho.

Isla sorriu calorosamente para ele.

— Desmond, querido — disse Isla com doçura —, venha aqui e toque a mão da Elara.

O efeito foi instantâneo. Os olhos verdes de Desmond brilharam como estrelas minúsculas. Sua tristeza desapareceu completamente. Ele correu animado, parando logo ao lado de Isla.

O que surpreendeu a todos foi o quão gentil ele se tornou. Ele estendeu o dedinho e tocou a mão minúscula de Elara com extremo cuidado, como se ela pudesse quebrar se ele fizesse qualquer força. Sarah observava com os olhos arregalados. O coração de Isla derreteu-se e ela sorriu para o garotinho.

Nesse instante, Elara moveu-se ligeiramente. Sua boca ainda estava no seio de Isla, mas seus olhos abriram-se devagar. Ela olhou diretamente para Desmond.

E Isla poderia jurar que viu Elara sorrir. Foi pequeno. Um sorriso uito pequeno. Mas estava lá.

— Não pode ser. — Disse Sarah rapidamente, com os olhos arregalados.

— Não é possível que sua filha acabou de sorrir para o Desmond.

— Eu mesma vi. — Respondeu Isla baixinho, a voz cheia de admiração.

Sarah inclinou-se mais perto.

— Ela é nova demais.

— Talvez — disse Isla, sorrindo —, mas ela sorriu.

Por um momento, o berçário pareceu ainda mais quente, preenchido por uma alegria silenciosa e inocência.

***

Mais tarde, Isla e Sarah estavam no andar de baixo, na sala de estar. O amplo espaço transmitia paz, decorado com móveis macios e cores quentes. A luz do sol filtrava-se pelas cortinas, fazendo a sala brilhar suavemente. Desmond estava em algum lugar da mansão; sua risada ecoava fracamente de tempos em tempos.

Isla e Sarah sentaram-se juntas, conversando. Falaram sobre muitas coisas. Sarah não tinha ideia das outras ameaças. Ela não sabia que Isla estivera fora por meses, nem o quão perto Isla estivera da morte.

Então, Isla contou-lhe tudo.

Ela falou devagar, escolhendo as palavras. Explicou como tudo começou, como o medo as perseguia em todos os lugares, como a esconderam longe e como as pessoas pensaram que ela estava desaparecida. Todo o drama. Tudo. Explicou como finalmente pegaram os responsáveis.

Sarah ouvia com a boca entreaberta.

— Parece um filme. — Disse Sarah baixinho quando Isla terminou. — Não parece real.

— Eu sei. — Respondeu Isla. — Mas foi bem real.

Sarah balançou a cabeça devagar.

— Mas tudo está bem agora. Sem mais ameaças. — Disse Isla por fim.

Sarah suspirou de alívio.

Sarah e Uriel sentaram-se em uma sala de estar privativa. Ficaram de frente um para o outro, separados por uma pequena mesa. Por um longo momento, apenas se encararam. Parecia um primeiro encontro tudo de novo. Sarah ainda não conseguia acreditar.

Uriel estava vivo. Seu coração disparou. Desmond ficaria tão feliz; ele esperara a vida inteira para conhecer o pai. Ela estava grata por nunca ter dito ao filho que o pai morreu. Aquela dor o teria destruído.

Uriel a estudava em silêncio. Ele conseguia lê-la como um livro. Ela estava confusa. Sobrecarregada. Emocionada. Ele sorriu internamente.

Ela estava ainda mais bonita do que antes. Talvez fosse a maternidade. Talvez ela sempre tivesse sido assim bela sem que ele percebesse. Ele a perdera uma vez; nunca mais a perderia.

— Como você tem passado? — Perguntou Uriel suavemente.

Sarah assentiu devagar.

— Passei pelo inferno. — Disse ela com uma risada curta.

— Mas agora... estou bem.

Uriel assentiu.

— E você? — Perguntou ela.

Uriel sorriu de leve.

— Eu passei pelo inferno e pela morte. Quase morri. Mas sobrevivi pela graça de Deus.

Lágrimas transbordaram dos olhos de Sarah. Ela se lembrou de tudo o que Stone lhe contara e desabou imediatamente. Uriel entrou em pânico.

Ele deveria tocá-la? Seria aceitável se o fizesse?

Finalmente, ele moveu-se para o lado dela e a puxou gentilmente para seus braços. Ela não resistiu. Ela também o segurou com força.

— Sinto muito por tudo o que você passou. — Sussurrou ela. Ele sorriu e pressionou os lábios no topo da cabeça dela com doçura.

Aquele era o começo de um futuro mais brilhante para eles.

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