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A Filha da Alcateia (Aysel) romance Capítulo 92

Ponto de Vista de Terceira Pessoa

Damon percebeu imediatamente contra quem realmente estava competindo e estava pronto para recuar.

Mas Celestine viu o brilho triunfante e provocador nos olhos âmbar de Aysel e sentiu uma onda de inquietação. Ela parou Damon antes que ele pudesse desistir.

— Três milhões! — Celestine anunciou.

Damon olhou para ela, surpreso. Ela soltou uma risada sem jeito.

— Damon, a Aysel não está necessariamente interessada nesse vaso. Mas essa moeda... essa ela precisa gastar.

Alpha Blackwood e Alpha Remus os tinham enviado ao leilão beneficente para gastar dinheiro de forma pública e ostensiva. As ofertas menores feitas antes eram apenas para preencher. As peças grandes estavam reservadas para depois. Se Aysel interceptasse as ofertas e impedisse que gastassem, o espetáculo cuidadosamente orquestrado desmoronaria em uma piada.

Além da reputação, Celestine não podia suportar que Aysel a olhasse com tanta autoridade. No passado, ela sempre fora quem julgava de cima para baixo; agora o olhar de Aysel a perfurava como uma presa.

Mesmo sendo um leilão menor, Celestine se recusava a perder.

Ela suavizou a voz para persuadir Damon.

— Tenho outra preocupação. Você sabe que a Aysel não tem esse tipo de dinheiro próprio. Mesmo que ela ganhe, quem paga é o Magnus. E... se a única coisa que surgir dessa ligação for um emaranhado financeiro, as consequências podem ser complicadas.— Sua voz vacilou um pouco. — Pode até... gerar rumores.

A expressão de Damon escureceu.

Celestine o convenceu; ele não suportava ver Aysel pegar dinheiro de outro Alpha. As intenções de Magnus eram imprevisíveis, e Damon se recusava a ser superado na frente dela.

Quando Aysel aumentou a oferta para oito milhões, Damon contra atacou com dez. Ele achava que Aysel era vingativa, dificultando de propósito. Mas ele tinha outras responsabilidades naquela noite, e se ela realmente quisesse o item, ele poderia sempre entrega-lo a ela depois.

O preço disparou, dezenas de vezes o valor do vaso. Mesmo para caridade, aquilo era exagerado. A disputa deles chamou atenção; sussurros se espalharam entre os convidados que acompanhavam as fofocas recentes.

Assistindo Aysel fazer lances sem pestanejar, Sandy zombou.

— Ele realmente a mima demais.

A família Sanchez alcançava novos patamares sob o comando de Magnus, mas o poder dos outros diminuía lentamente, restando apenas uma fachada de influência.

À medida que os lances subiam, a testa de Celestine se franzia. Ela não podia deixar Aysel ganhar tão facilmente. Mas, pelo bem do espetáculo encenado, não podiam gastar todos os recursos em um único item; gastar demais nas peças seguintes seria um risco.

Quando o leiloeiro anunciou 55 milhões, Aysel parou.

Magnus calmamente reabasteceu o chá dela.

— Não está interessada em ganhá-lo?

Aysel apoiou o queixo numa mão, mexendo no leque com a outra. Um sorriso astuto, quase de raposa, brincava em seus lábios.

— Ver eles sangrarem dinheiro é mais divertido do que ganhar. — Ela fez uma pausa. — Afinal, eles perderam o senso de moralidade; vamos deixar que parte disso seja bem aproveitada. — Sua expressão irradiava autoconfiança.

Várias rodadas somaram mais de dois bilhões. Os lobos mais ricos eram espertos; ninguém gastaria essas quantias em brinquedos de forma leviana.

Ainda assim, o bracelete fez Celestine hesitar, só por um instante. Magnus não era um herdeiro comum; milhões jogados fora eram apenas faíscas para ele. Aysel provavelmente percebeu o limite e jogou a seu favor.

Incapaz de suportar ver Aysel conquistar o que queria com tanta facilidade, Celestine entrou na disputa novamente na rodada seguinte. Magnus não ligava para milhões, mas e se Aysel gastasse dezenas ou centenas de milhões numa noite? Ele não se importaria com o dinheiro, mas veria sua impulsividade, sua ganância. Qualquer fissura formada, e a segurança de Aysel desmoronaria mais rápido do que ela poderia imaginar.

Pensando nisso, quando Aysel se aproximou do penúltimo lote, Celestine fez um lance confiante de 45 milhões.

As sobrancelhas de Aysel se franziram, seu rosto escureceu.

— Sessenta milhões! — ela chamou.

— Setenta milhões! — Celestine rebateu.

Damon percebeu que algo estava errado e tentou interrompê-la.

— Esse colar não vale tudo isso.

Celestine balançou a cabeça.

— Fica tranquilo. Eu não preciso dele. Aysel passou dos limites hoje. Quero que ela aprenda a não agir por impulso em um leilão. — Ela acariciou a mão dele. — Mesmo que ela não consiga pagar, a Matilha Moonvale vai cobrir. Isso é só uma lição.

Aysel, como sempre, só ficaria mais irritada se alguém tentasse intervir.

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