Ponto de Vista de Terceira Pessoa
Damon percebeu imediatamente contra quem realmente estava competindo e estava pronto para recuar.
Mas Celestine viu o brilho triunfante e provocador nos olhos âmbar de Aysel e sentiu uma onda de inquietação. Ela parou Damon antes que ele pudesse desistir.
— Três milhões! — Celestine anunciou.
Damon olhou para ela, surpreso. Ela soltou uma risada sem jeito.
— Damon, a Aysel não está necessariamente interessada nesse vaso. Mas essa moeda... essa ela precisa gastar.
Alpha Blackwood e Alpha Remus os tinham enviado ao leilão beneficente para gastar dinheiro de forma pública e ostensiva. As ofertas menores feitas antes eram apenas para preencher. As peças grandes estavam reservadas para depois. Se Aysel interceptasse as ofertas e impedisse que gastassem, o espetáculo cuidadosamente orquestrado desmoronaria em uma piada.
Além da reputação, Celestine não podia suportar que Aysel a olhasse com tanta autoridade. No passado, ela sempre fora quem julgava de cima para baixo; agora o olhar de Aysel a perfurava como uma presa.
Mesmo sendo um leilão menor, Celestine se recusava a perder.
Ela suavizou a voz para persuadir Damon.
— Tenho outra preocupação. Você sabe que a Aysel não tem esse tipo de dinheiro próprio. Mesmo que ela ganhe, quem paga é o Magnus. E... se a única coisa que surgir dessa ligação for um emaranhado financeiro, as consequências podem ser complicadas.— Sua voz vacilou um pouco. — Pode até... gerar rumores.
A expressão de Damon escureceu.
Celestine o convenceu; ele não suportava ver Aysel pegar dinheiro de outro Alpha. As intenções de Magnus eram imprevisíveis, e Damon se recusava a ser superado na frente dela.
Quando Aysel aumentou a oferta para oito milhões, Damon contra atacou com dez. Ele achava que Aysel era vingativa, dificultando de propósito. Mas ele tinha outras responsabilidades naquela noite, e se ela realmente quisesse o item, ele poderia sempre entrega-lo a ela depois.
O preço disparou, dezenas de vezes o valor do vaso. Mesmo para caridade, aquilo era exagerado. A disputa deles chamou atenção; sussurros se espalharam entre os convidados que acompanhavam as fofocas recentes.
Assistindo Aysel fazer lances sem pestanejar, Sandy zombou.
— Ele realmente a mima demais.
A família Sanchez alcançava novos patamares sob o comando de Magnus, mas o poder dos outros diminuía lentamente, restando apenas uma fachada de influência.
À medida que os lances subiam, a testa de Celestine se franzia. Ela não podia deixar Aysel ganhar tão facilmente. Mas, pelo bem do espetáculo encenado, não podiam gastar todos os recursos em um único item; gastar demais nas peças seguintes seria um risco.
Quando o leiloeiro anunciou 55 milhões, Aysel parou.
Magnus calmamente reabasteceu o chá dela.
— Não está interessada em ganhá-lo?
Aysel apoiou o queixo numa mão, mexendo no leque com a outra. Um sorriso astuto, quase de raposa, brincava em seus lábios.
— Ver eles sangrarem dinheiro é mais divertido do que ganhar. — Ela fez uma pausa. — Afinal, eles perderam o senso de moralidade; vamos deixar que parte disso seja bem aproveitada. — Sua expressão irradiava autoconfiança.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha da Alcateia (Aysel)
Comprei moedas e os Capítulos a partir do 96 não foram desbloqueados, site ruim....