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A Filha Invisível romance Capítulo 411

Elsie pensou que Paul não queria que o Sr. Gerardo sobrevivesse e que também se divorciaria finalmente de Taylor.

Com isso em mente, ela, orgulhosamente, interveio para “ajudar”.

Doce ilusão.

O que essa tola não sabia era que tudo aquilo era parte de um plano de Paul.

Ele apenas pensava que alguém que o traiu jamais teria permissão para viver feliz. Então, quando o Hospital Saunders foi completamente isolado, nem mesmo Elsie foi poupada.

Na verdade, ninguém escapou.

Paul olhou para cima com fria satisfação. Seu plano sempre foi garantir que todas as pessoas que desprezava morressem “com dignidade” naquele lugar.

Mas o que o rapaz não conseguia entender era o porquê Wyatt estava apoiando o hospital financeiramente.

Por que ele está fazendo isso? Não ninguém lá de quem seja especialmente próximo.

Que estranho!

Será que Wyatt está fazendo isso pelo Sr. Gerardo?

Porém, essa ideia acabou sendo descartada de sua mente. De acordo com os seus informantes, o Sr. Gerardo já estava morto.

E Yunice? O Hospital Saunders está em crise e ela ainda não fez um único movimento. Para onde ela foi?

Paul nunca considerou que Yunice pudesse ser a variável que desmantelaria seu plano.

Há algo errado nessa história… Preciso descobrir qual peça não está se encaixando!

De repente, ele se levantou e gritou para o motorista: “Me dê a lista de isolamento do Hospital Saunders. Agora!”

Enquanto isso, Yunice se comunicava com Wyatt através do rádio.

“Tenho boas notícias”, ela disse quase sem fôlego. “O estado da Elsie estabilizou. O laboratório está prestes a desenvolver o antígeno, então essa batalha não vai durar muito mais tempo.”

Seu coração batia forte de excitação enquanto ela andava em círculos. Mesmo assim, sua voz permaneceu severa. “Não fique tão complacente! Alguém como você jamais deveria tratar esse vírus como algo bobo. Quero que fique longe da zona de isolamento de agora em diante!”

“Hm… Preocupada comigo? Que interessante.” Wyatt parecia divertido.

Só de ouvir seu tom, Yunice conseguia imaginá-lo reclinado preguiçosamente na cadeira, com as pernas balançando despreocupadamente sob a mesa.

“Claro que sim”, ela disse séria. “Você é imprudente e impossível de confiar.”

De repente, houve silêncio do outro lado da linha.

Então Wyatt falou novamente, com a voz baixa e frustrada. “Quero demolir esse maldito hospital e transferir todos vocês para o meu laboratório.”

Pelo menos lá tudo estaria sob meu controle… E eu poderia te ver sempre que quisesse!

Yunice riu. “Você não pode fazer isso. Eu cresci aqui.”

Cada canto, cada cômodo… seu pai havia deixado sua marca nos próprios tijolos.

Aquele era o seu lar!

O tom de Wyatt mudou, e ele perguntou baixinho: “É porque você e Paul nasceram nesse hospital?”

Toc! Toc! Toc!

Deixando o rádio de lado, ela saiu correndo do quarto.

Tommy a encontrou do lado de fora e levantou a mão. “Não entre em pânico. Verifique seu traje primeiro.”

Com o rosto pálido, Yunice confirmou às pressas que tudo estava bem fechado e o seguiu em direção à enfermaria de Owen.

Assim que chegou na porta, ela o viu.

Seu irmão se debatia violentamente na cama. Vários funcionários, com equipamentos de proteção completos, tentavam segurá-lo, enquanto um médico preparava um sedativo.

Yunice entrou correndo.

As veias do pescoço e da testa de Owen estavam saltadas devido ao esforço. Seus olhos estavam vermelhos e, de repente, ele tossiu um bocado de sangue.

Hemorragia interna, rompimento de vasos sanguíneos no trato digestivo… Uma complicação conhecida como resultado daquele vírus.

Todos ao redor se encolheram.

O sangue dele respingou em seus trajes, viseiras e luvas.

Tommy agarrou Yunice e a puxou de volta. Nesse momento, não havia mais nada que ela pudesse fazer.

Owen desabou na cama, sem forças, mal conseguindo se debater.

A equipe médica imobilizou seus pulsos e administrou o sedativo. Uma cirurgia seria realizada logo em seguida para estancar o sangramento.

Com a cabeça inclinada e os olhos vermelhos, o rapaz lançou um olhar fraco na direção da irmã. Seus lábios manchados de sangue se moveram quase como um sussurro: “Yunice…”

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