O rosto de Taylor se contorceu de desgosto enquanto a multidão se dispersava rapidamente. Naquela companhia, ainda era preciso um homem poderoso para fazer as pessoas ouvirem.
Bando de machistas!
A mulher, entretanto, não foi embora, e Jordan também não pediu que ela fosse. Em vez disso, ele caminhou até Yunice e disse baixinho: “Senhora, você deveria ir descansar. O Sr. Wyatt sabe o que está fazendo.”
Yunice retrucou: “Ele acha que espancar alguém até a morte resolverá alguma coisa?”
Mas…
Jordan franziu a testa.
“Senhora, se você tentar impedi-lo assim, o Sr. Wyatt vai pensar que você está preocupada com Paul se machucando.”
Yunice o ignorou completamente, ainda puxando a porta.
“Então, bater nesse idiota importa mais para você do que eu, Wyatt? Como você pôde me deixar para trás na minha primeira vez? Essa foi a pior experiência da minha vida e foi com você!”
Ela chutou a porta com força, respirando pesadamente de raiva.
Jordan e Taylor ficaram paralisados, ambos desejando poder furar os próprios tímpanos.
Aqueles dois sempre pareciam tão elegantes… quem diria que ambos poderiam dizer coisas tão absurdas em público?
Quando a porta não se moveu, Yunice lançou-lhe um último olhar e se virou para ir embora.
Ela mesma havia causado essa humilhação.
Como não era ninguém importante, o que a fazia pensar que Wyatt apareceria só porque ela o chamou?
Por que ele gastou dez bilhões para tê-la de volta?
“Yunice”, a voz de Wyatt soou pelas suas costas.
O quê?
Seus olhos ardiam quando ela se virou.
Wyatt havia aberto a porta!
Seu olhar passou pelo rapaz e pousou na mão que ele guardava atrás da porta.
Yunice correu e agarrou sua manga.
A mão de Wyatt, machucada por ter quebrado a fechadura, estava sangrando bastante.
Ao ver isso, a mulher congelou.
Então, seus olhos subiram da mão dele para a figura que estava logo atrás: Paul.
O rapaz se levantou lentamente do chão, com o rosto inchado e ensanguentado. Ele mal conseguia se mexer agora.
Ajoelhando-se, o mesmo olhou para Yunice com o rosto coberto de sangue.
Vendo seu olhar gélido, Paul sorriu maliciosamente. “Ei, lembra como as coisas costumavam ser doces entre nós dois? Seja sincera. Quando você estava na cama com ele, você não estava realmente pensando em mim?”
Ao ouvir isso, a fúria de Wyatt explodiu novamente.
Filho da p*ta! Por que diabos eu simplesmente não o espanquei até a morte?
Porém, Yunice estendeu a mão e agarrou seu pulso ensanguentado. Ela não sabia se aquilo era sangue dele ou de Paul.
Ela o segurou com força, sem lhe dar chance de atacar novamente.
A mulher apenas olhou friamente para Paul e disse, uma palavra de cada vez: “Bem, Wyatt realmente gosta da pinta entre as minhas pernas.”
O quê?
Meu Deus, por que fomos amaldiçoados com orelhas?
Droga! Por que ela não me solta? Por que deixa esse canalha humilhá-la desse jeito?
Yunice realmente vai deixá-lo arrastar seu nome na lama desse jeito? Ela não tem mais dignidade?
Então, o que estive protegendo esse tempo todo?
Entendi!
Esse d*sgraçado inventou tudo, na esperança de prender Yunice em uma mentira!
Muito bem! Boa jogada!
E há outro fato. A anatomia feminina variava.
Algumas sangravam, outras não. Um hímen podia se romper por mais do que apenas sexo, até mesmo por lesão ou acidente.
E mesmo que uma mulher fosse verdadeiramente virgem, ela poderia ser acusada de ter feito uma cirurgia de reconstrução.
Era impossível saber a verdade.
Ninguém andava por aí com uma máquina de ultrassom no ombro. Quem poderia dizer com certeza o que alguém tinha ou não feito?
As pessoas acreditariam no boato, mas ninguém jamais poderia provar a inocência delas.
Mesmo que Yunice apresentasse um laudo médico, diriam que sua família era dona de um hospital e falsificou os resultados.
Mesmo que seu hímen estivesse intacto, diriam que foi reparado cirurgicamente e talvez seu “irmão mais velho” tenha feito parte da cirurgia.
Diriam que ela esteve em um relacionamento com Paul há anos, então como poderia ainda estar pura e intocada?
Diriam que o chupão no pescoço de Paul havia sido feito por Yunice e que a mesma era corrupta desde pequena e que, ainda criança, seduzia garotos mais novos.
Diriam que, naquele cruzeiro, ela e Paul fizeram coisas indizíveis.
E quando a fofoca se espalhava, esse idiota nunca a negava. Ele se apoiava na situação, gabando-se da obediência de Yunice, da iniciativa dela e de como o bajulava.
Ele pintava cada erro dela na juventude com detalhes vívidos e sórdidos.

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