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A Filha Invisível romance Capítulo 613

Yunice não conseguia dormir. Inquieta e entediada, ela foi até a estufa de ervas da universidade.

“Vou arrancar umas ervas daninhas. Esvaziar a cabeça.” Era essa a desculpa dela.

A estufa de plástico não era exatamente segura—qualquer um podia entrar. Uma luz noturna fraca mantinha o lugar levemente iluminado.

Mas assim que entrou, percebeu que já havia alguém lá dentro.

Na faculdade, encontrar pessoas escondidas em cantos estranhos não era exatamente raro. Mesmo assim, o instinto de Yunice falou mais alto.

Ela chamou em voz alta: “Wyatt, o que você está fazendo com as minhas ervas?”

A figura agachada congelou, claramente surpresa. Depois de uma pausa, ele se virou devagar.

Vestindo o uniforme da escola e uma máscara, iluminado por trás, era difícil ver seu rosto.

Yunice foi direto até ele e puxou seu cabelo. “Novo penteado? E ainda por cima com o meu uniforme?”

Então, sem cerimônia, tirou a máscara do rosto dele.

Wyatt rapidamente tentou cobrir o nariz, visivelmente constrangido—mas a expressão dela não mudou em nada.

Ela girou a máscara na mão, sem demonstrar interesse. Wyatt gemeu. “Como você sabia que era eu?”

Yunice nem piscou. “Eu simplesmente sabia.”

Então ela se agachou para examinar o estrago. “Você está arrancando ervas daninhas?”

As sobrancelhas de Wyatt se contraíram. “Essa escola é uma piada. Você entrou com as melhores notas só pra passar a noite arrancando mato?”

Yunice remexeu a terra recém-virada. “Quando você chegou aqui?”

“Cheguei por volta das dez e meia,” Wyatt respondeu. “O dormitório feminino já estava trancado. Não quis te chamar.”

“Então você veio aqui bagunçar minha horta e acabar com minha nota?” Yunice retrucou, sem emoção.

Wyatt fez uma careta. “Eu estava arrancando ervas daninhas.”

Yunice pegou algumas das vítimas. “Verbena azul. Cohosh preto. Tanchagem. Erva-de-leão…”

Um a um, ela nomeou cada erva preciosa que havia cultivado com tanto cuidado.

“Você realmente achou que eu vim aqui só pra arrancar mato?”

Wyatt encarou a fila de plantas condenadas e ficou em silêncio por uns bons dez segundos.

“…Será que dá pra replantar e salvar elas?” ele perguntou, por fim.

Yunice não respondeu. Apenas começou a abrir os buracos de novo e enterrar cada erva com delicadeza, cuidadosamente.

Wyatt observou o perfil dela sob a luz fraca. “Você parece… chateada.”

A faculdade não estava sendo como ela esperava? Ou talvez só tivesse tido um dia ruim?

Wyatt suspirou, frustrado consigo mesmo. “Não vou mexer nas suas coisas de novo.”

Por fim, parou na horta de Yunice.

Ele analisou as etiquetas, então ligou para alguém.

“Ela está aqui. Achei o canteiro de testes da Yunice,” disse o homem em voz baixa.

Pausou. “Certo. Vou ficar de olho nela.”

As sobrancelhas de Yunice se franziram. Quem diabos é esse? Quem queria espionar ela?

Os olhos de Wyatt se estreitaram, o olhar ficando sombrio.

O homem desligou, se agachou e começou a examinar o solo. Parecia confuso ao pegar um pouco entre os dedos. “Por que ainda está úmido…?”

O coração de Yunice quase parou.

Naquela estufa quente, a terra revirada secava rápido. Qualquer coisa mexida há mais de duas horas já estaria seca e esbranquiçada.

Mas aquilo… aquilo era fresco.

Ele jogou o galhinho no chão e se levantou rápido, a lanterna varrendo a estufa de um lado para o outro.

O feixe passou pelo canto onde eles estavam escondidos—iluminando duas silhuetas inconfundíveis.

Ele congelou.

E então saiu correndo.

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