Era a primeira vez que ela se preocupava com ele sem falar apenas como uma médica preocupada com um paciente.
Ele gostou muito.
— Não se preocupe, ele não vai escapar das minhas mãos.
Vendo que ele estava tão confiante, Lorena não mencionou a Família Castilho.
— Você quer ir comigo?
Lorena recusou:
— Ainda não podemos deixar Samuel Castilho saber que estamos trabalhando juntos, senão ele pode se desesperar e fazer uma loucura.
Percival ficou um pouco decepcionado, mas respeitou:
— Tudo bem.
— Você tem tempo livre hoje à noite? — Nesse momento, Lorena se lembrou das palavras da Mestra.
— Claro que tenho. Para você, sempre tenho tempo livre.
Lorena sorriu com a frase e perguntou diretamente:
— Minha Mestra quer conhecer você. Você quer ir?
Os olhos escuros de Percival eram profundos como o fundo do mar.
— Quero. Conhecer os mestres e pessoas importantes da sua vida é uma honra que não posso recusar.
— Certo, vou me encontrar com a Mestra primeiro e te mando o horário e o endereço mais tarde.
Lorena estava preocupada em deixar Evelise ver Pérola, então decidiu ir dar uma olhada.
Mas antes dela sair, Percival a puxou para os braços de novo e suspirou:
— Eu realmente queria estar com você todos os dias.
Esse movimento era muito mais íntimo do que segurar as mãos. Embora Lorena não estivesse acostumada, não o empurrou.
Ela conseguia sentir, nas palavras e nos gestos daquele homem, o quanto ele gostava dela e se importava com ela.
Isso era de um valor inestimável para ela.
Depois de um tempo, ela disse:

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