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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 142

Mateus já tinha tirado metade da roupa, mas a mulher à sua frente pediu que ele esperasse.

“Esperar o quê?”, ele estava confuso.

Íris então falou:

— Vamos encontrar um lugar onde ninguém nos interrompa. Preciso de dois dias inteiros para eliminar esse veneno de uma só vez.

Os olhos de Mateus gelaram.

— Você mesma disse antes que forçar a saída do veneno de uma só vez prejudica o corpo do envenenado.

Ele desconfiava que ela quisesse sua morte.

— Descobri um jeito. — Íris respondeu com calma. — Se não confiar em mim, ponha alguém para vigiar.

Mateus fitou os olhos dela. Eram como um lago parado, profundos e impassíveis, mas não havia malícia nem intriga, apenas uma retidão serena.

O mais importante era que ela também estava envenenada pelos Pesadelos Dourados. Se ele morresse, ela também não conseguiria o antídoto e acabaria morta.

Além disso, Mateus queria se livrar logo daquele veneno. Toda vez que ele se manifestava, o sofrimento era indescritível.

Ele não era um apostador, mas tinha o mesmo instinto de quem aposta alto.

Depois de muito pensar, ele aceitou.

O único lugar onde não seriam perturbados e onde poderia manter o controle sobre ela era a câmara subterrânea do Palácio do Esquecimento.

Eles foram até lá, Jorge tentou acompanhar eles, mas Mateus o deteve:

— Você fica de guarda do lado de fora. Se em dois dias eu não sair, reúna todos os guardas do palácio e mate ela.

Jorge ficou chocado e disse com firme:

— Imperador, por favor, pense melhor!

Mas quando Mateus tomava uma decisão, não voltava atrás, ele entrou resoluto no corredor secreto.

Íris foi logo atrás, antes de desaparecer na escuridão, lançou um olhar para Jorge:

— Proteja bem a entrada!

Se algo desse errado, tanto ela quanto Mateus morreriam.

Jorge respondeu quase sem pensar:

— Sim!

“Por que diabos eu estava obedecendo a uma assassina?”, pensou ele consigo mesmo, confuso.

...

A câmara subterrânea não se comparava ao lado de fora, mesmo com a chama das velas presas às paredes de pedra, o ambiente continuava meio sombrio.

Mateus, de peito descoberto, estava sentado sobre a cama de jade branco, deixando que Íris aplicasse as agulhas.

Naquela primeira noite, a técnica não diferia muito das vezes anteriores.

Íris trabalhava com concentração, os gestos dela eram firmes e precisos.

O envenenamento de Mateus tinha acontecido quase no tempo que ela havia previsto.

Graças às aplicações dos últimos dias, a “linha prateada” já havia recuado da região do coração até próximo à região da clavícula dele.

Meia hora depois, Íris retirou as agulhas.

Sua voz saiu num tom neutro, nem frio nem caloroso:

— A partir de agora, vou aplicar as agulhas a cada duas horas. Vai doer cada vez mais. Se não aguentar, pode me pedir para parar.

Mateus não tinha tido uma vida fácil, conhecia dores e sofrimentos que a maioria das pessoas nunca tinha enfrentado.

Por isso, não demonstrou medo algum.

— Continue o que tem que fazer. — Respondeu ele, firmemente.

Íris então se afastou, foi até a parede e se sentou ali. Ela colocou ao lado a ampulheta que já tinha preparado para marcar o tempo.

Enquanto a areia escorria lentamente, ela fechou os olhos para descansar.

Assim, ela esperou até amanhecer.

Ela mandou alguém investigar e recebeu a notícia:

— Dama Imperial, o Imperador saiu cedo para inspecionar fora do palácio. Vai ficar fora dois dias, hoje e amanhã não vai ter audiência matinal.

Felícia ficou surpresa.

— Impossível! E o Omar? Perguntou a ele? O que disse? Quero saber exatamente o que respondeu!

O Imperador deveria ter a crise de veneno nesses dois dias, como poderia sair do palácio?

A serva assentiu:

— Perguntei ao Omar, Dama Imperial. Ele confirmou exatamente isso.

Felícia franziu o cenho, sem conseguir entender.

Por algum motivo, ela sentiu um pressentimento ruim.

...

No subsolo do Palácio do Esquecimento, Íris mal tinha dormido durante a noite, repetindo o procedimento três vezes, e não conseguiu evitar o cansaço.

Ela se encostou na parede de pedra e, sem perceber, começou a sentir sono, mas logo se obrigou a permanecer alerta.

Primeiro, para não perder o horário da próxima aplicação da agulha, segundo, para se precaver contra Mateus.

Ela estava disfarçada e, se Mateus percebesse algo estranho e arrancasse sua máscara, todo o esforço seria em vão.

Dois dias curtos eram suportáveis.

Ela já tinha passado por situações parecidas: esperar por uma oportunidade de assassinato, escondida nas montanhas, dia e noite sem descanso.

Comparado a isso, a situação daquele momento ainda era relativamente boa.

Pelo menos havia alguém para levar água quando sentia sede e comida quando estava com fome, não precisava procurar nada sozinha.

Só havia uma coisa que ainda a incomodava... As necessidades básicas do corpo.

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