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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 143

Íris frequentemente se encontrava em situações extremas, mas necessidades básicas nunca eram um problema.

Bastava beber pouco e aguentar um pouco, e tudo passava.

Mas ela não esperava que o Imperador, acostumado a todo luxo, também conseguisse resistir.

Quando a ampulheta marcava a metade do tempo, o homem sentado na cama de jade abriu os olhos de repente, encarando Íris com um olhar afiado.

— Por que me olha assim? — Perguntou ele.

Ela o olhava, e ele podia sentir.

Íris não se intimidou e perguntou sem rodeios:

— Vossa Majestade não tem nenhuma necessidade?

“Necessidade? Ela pode se atrever a perguntar ainda mais!”, pensou Mateus.

Ele não respondeu, seu semblante parecia coberto por uma camada de gelo, e seus olhos profundos transbordavam uma aura ameaçadora.

Íris não achou sua pergunta estranha, ela tinha sido bastante delicada, mas a reação dele parecia exagerada.

“Comer, beber, ir ao banheiro... São necessidades humanas normais, né? Talvez, por ser Imperador, ele não se veja como um simples mortal”, pensou Íris.

Ela lançou um olhar discreto à sua região inferior e disse:

— Segurar por muito tempo faz mal.

Não era bondade, ela só temia que, se ele se esforçasse demais para manter a compostura, poderia causar problemas no momento em que ela aplicasse suas técnicas de acupuntura.

A temperatura do quarto caiu subitamente.

Mateus a encarava friamente, como se seus olhos pudessem atravessar ela, deixando ela presa entre a vontade de viver e a vontade de morrer.

Íris simplesmente pensou que ele estava sendo orgulhoso demais e deixou o assunto de lado.

Em seguida, pegou casualmente o pãozinho que Jorge havia preparado e levou à boca.

De repente, Mateus falou:

— Está me espionando?

“Espionando o quê?”, pensou Íris, ficando surpresa por um instante.

Ele percebeu todas as mudanças em sua expressão, parecia que ele havia imaginado coisas demais.

Logo ele mudou de tom:

— Então, por que entrou no palácio?

Íris respondeu com seriedade:

— Vossa Majestade é um Imperador justo?

Mateus ficou um pouco surpreso e, em seguida, seus lábios se curvaram em um leve sorriso.

— Se sou justo ou não, isso deve ser julgado pelo povo. Se eu dissesse que sou, você acreditaria?

O olhar de Íris demonstrou confiança.

— Eu acreditaria.

Mateus ficou um pouco surpreso ao ouvir ela responder daquela forma, sem qualquer tentativa de bajulação ao dizer “acreditar”.

Íris olhou para a ampulheta e de repente perguntou:

Íris teve que explicar:

— O sangue do corpo circula por canais. Depois da aplicação da agulha, os canais se expandem e o fluxo sanguíneo aumenta. Isso acelera a eliminação da toxina.

Mateus olhou para ela com frieza:

— Se você me enganar, vou despedaçar você.

Ao terminar de falar, ele soltou o pulso, se deitou na cama de jade e permitiu que ela continuasse a aplicação.

Sem perceber, começou a recitar o Mantra da Tranquilidade que ela tinha o ensinado.

Com o tempo, porém, o Mantra da Tranquilidade começou a perder efeito. Os canais dilatados fizeram o sangue fluir ainda mais rápido, principalmente na região inferior do abdômen...

O sangue corria rápido demais, tornando tudo extremamente sensível.

Era como se estivesse sob efeito de um afrodisíaco novamente, surgindo pensamentos que não deveria ter...

As memórias inundaram sua mente, e assim que abriu a primeira brecha, vieram todas de uma vez.

Sem saber por quê, ele só conseguia se lembrar daquela vez que tinha sido afetado pelo afrodisíaco e da mulher maldita que tinha o ajudado.

Cena após cena, era sempre ela.

Muitas coisas estavam fora de seu controle.

Quando Íris estava prestes a aplicar a última agulha, uma força veloz como o vento surgiu e a derrubou.

Ela ficou momentaneamente assustada.

Então, o calor intenso a envolveu como uma bola de fogo.

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