No momento em que Mateus tocou sua máscara, uma agulha de prata pressionou seu peito.
Os olhos de Íris estavam frios como gelo.
— A curiosidade mata as pessoas. — Disse ela.
Mateus apertou levemente os lábios, em seguida, retirou a mão.
Ela também recolheu a agulha.
Assim, os dois permaneceram em silêncio, sem conflito.
Quando o mecanismo se abriu, Jorge viu que o Imperador estava vivo e em segurança, e finalmente respirou aliviado.
Mas parecia que ainda era mais seguro capturar aquela assassina. Aproveitando que ela estava enfraquecida, era a chance de acabar com ela!
Jorge sacou a espada imediatamente, mas ouviu a ordem do Imperador:
— Deixe ela ir.
...
A noite estava profunda.
No Palácio da Harmonia, Flora passou os últimos dois dias inquieta, conseguiu relaxar um pouco ao ver a Imperatriz retornar.
Mas logo percebeu que a Imperatriz parecia gravemente ferida.
— Senhora... — Disse Flora, preocupada.
Íris arrastava o corpo debilitado, apoiando uma mão na beira da mesa e segurando a própria túnica com a outra.
— Vá lá fora vigiar. — Respondeu com a voz carregada de tensão, sua garganta ardia como se estivesse queimada.
— Sim! — Flora não sabia o que a Imperatriz havia passado nos últimos dias, mas entendeu que ela precisava descansar e se recuperar, sem ser incomodada, e imediatamente se retirou.
No salão interno, Íris se sentou de pernas cruzadas na cama, fechou os olhos e começou a concentrar sua energia.
Dessa vez, seu poder interno estava muito debilitado, ela perdeu quase metade dele de repente, e o corpo não aguentaria, então precisava se cuidar e se recuperar durante a noite.
Depois, ainda teria que treinar o método interno que seu mestre tinha a ensinado para restaurar totalmente sua energia.
O processo seria longo, pelo menos três meses, no máximo seis.
Mas ela não se arrependia, pois o veneno Águas Celestes de Mateus finalmente havia sido neutralizado.
Naquele momento, ao enfrentar Felícia, não haveria mais restrições.
Íris abriu os olhos de repente, e um brilho mortal passou por eles.
...
No Palácio das Sombras, Felícia estava especialmente apreensiva.
A noite já estava avançada, e ela ainda não havia se acomodado, passou a noite inteira sem dormir.
Na manhã seguinte, finalmente ouviu a serva informar:
— Senhora, o Imperador voltou ao palácio!
Felícia imediatamente perguntou:
— Você o viu com seus próprios olhos? Como está a saúde do Imperador?
A serva ficou assustada e sem jeito.
Felícia, impaciente, a repreendeu:
— Saia daqui!
Ela mesma se surpreendeu com sua própria pressa, como podia perguntar isso a uma simples serva?
Mesmo que o Imperador estivesse debilitado, jamais mostraria isso na frente de alguém.
Felícia queria ver ele, mas sabia que, conforme suas palavras, não poderia se apresentar sem ser convocada.
Então só restava esperar que o Imperador fosse até ela.
Ela então olhou para o vaso no canto da parede, e seus olhos brilharam com determinação.
Mas, pelo que ela via, a linha realmente não existia mais!
“Como isso é possível?”, pensou ela consigo, se recusou a acreditar.
A mudança inesperada a deixou chocada e sem chão, quase fazendo seu cotovelo ceder do apoio na cama.
A “linha prateada” provocada pelo veneno não desapareceria sem a medicação para contê-la.
A medicação sempre tinha sido preparada com o sangue do coração dela!
A situação era extremamente misteriosa.
Felícia não conseguia se convencer do que via e chegou a duvidar de si mesma, imaginando que talvez tivesse se confundido naquele dia.
Mas, calculando o tempo, o Imperador estava em meio a uma crise de veneno nesses últimos dias.
— Imperador, eu... Eu me preocupei com o Imperador, por isso não tive outra saída a não ser recorrer a esse método. O Imperador tem se sentido bem nestes últimos dias? — Perguntou Felícia.
— Sim. — Mateus respondeu friamente.
Felícia franziu o cenho, o coração dela estava aflito, confuso, e ela decidiu perguntar diretamente:
— Imperador... Não teve nenhum sinal do veneno? Naquele dia, eu juro ter visto... Seu pescoço...
Mateus interrompeu com calma:
— Estou bem. Não use mais truques como cortar os pulsos para me ameaçar, a vida é sua.
— Mas, Imperador...
Felícia ainda tentava dizer algo, quando Jorge entrou para dar uma notícia.
— Imperador, o emissário de Petris já chegou ao palácio.
A visita do emissário de Petris não trazia boas intenções.
Ele queria exigir um milhão em ouro e Breno. Era certo que queria que Gretis entregasse um deles.

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