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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 144

Íris caiu sobre aquela cama de jade. O homem que antes estava deitado ali de repente se virou sobre ela. Suas mãos fortes pressionaram seus ombros enquanto ele se inclinava, como um tigre feroz, com o olhar perigoso percorrendo seu corpo, como se quisesse devorar ela.

Os olhos de Íris se estreitaram de repente, e ela cravou a última agulha com firmeza.

Em seguida, ergueu as mãos, se apoiando no peito dele que avançava sem parar, tomando cuidado para não tocar nas agulhas de prata.

Os lábios finos do homem quase roçaram sua face, passando levemente por sua bochecha e o lóbulo da orelha.

Sua respiração vinha quente, como uma onda de verão, soprando em seu pescoço.

— Mantra da Tranquilidade, eu esqueci... — Ele murmurou.

Íris o olhou com frieza, lembrando ele.

— Vou falar uma frase, o Imperador repete.

Ela se esforçou para recitar algumas palavras, e aos poucos o efeito começou a aparecer. Mateus olhou para ela e a intensidade do seu olhar diminuiu bastante.

Ele percebeu o que havia feito, então, imediatamente, se sentou, meditou e acalmou a mente. Depois disso, não perdeu mais o controle.

Meia hora depois, Íris recolheu as agulhas.

Mateus estava coberto de suor. Seu rosto bonito estava molhado, o suor escorria pelo queixo, caía no pescoço e pelo peito nu, seguindo as linhas musculares, pingando sem parar...

Para qualquer outra pessoa, seria uma visão agradável, mas Íris nem reparou.

Ela estava com fome, se sentou encostada na parede de pedra e começou a comer um pão.

O pão feito pelo chefe da cozinha imperial era bom, mas ainda não se comparava ao do cozinheiro do exército, Felipe. Comer o pão de Felipe dava força para voltar ao campo inimigo e cortar algumas cabeças.

Mateus abriu os olhos e viu alguém estender a mão para pegar o último pão. Desde a noite passada, ele não havia comido nada, e tudo que Jorge havia trazido tinha ido direto para o estômago dela.

Ele franziu a testa, nunca tinha visto uma mulher assim: rude e selvagem.

Logo, Mateus entendeu por que ela precisava comer tanto.

Na quinta aplicação de agulhas, diferente das anteriores, a sensação era escaldante, capaz de secar toda a água e sangue do corpo. Parecia que não eram agulhas, mas ferro derretido sendo injetado em seu corpo.

Mateus se sentou de pernas cruzadas, mãos cerradas, veias da testa saltando.

Íris se colocou atrás dele, com as mãos em forma de concha, pressionando as costas dele.

Logo, sua energia interna começou a fluir sem parar.

Mateus abriu os olhos de repente.

— Você...

— Não fale. — Disse Íris, concentrada no fluxo de energia. Se ele não prestasse atenção, não receberia nada, e todo esforço seria em vão.

A expressão de Mateus, normalmente austera, revelou uma emoção estranha. Conheceram-se por acaso, ele não tinha dado nada a ela, e mesmo assim ela gastava tanta energia para salvar ele...

Nas aplicações seguintes, Íris continuou usando sua energia interna para acelerar a expulsão do veneno.

Na oitava vez, ela cuspiu sangue, mas ainda se manteve firme.

Mateus também sofria, a cada aplicação, chegava mais perto do limite que podia suportar.

A boa notícia era que a “linha prateada” já havia recuado até o pescoço, restando apenas meio palmo.

...

No Palácio das Sombras, Felícia estava desesperada.

“Já passou mais de um dia, para onde o Imperador tinha ido? E se o veneno se manifestasse? Além de mim, quem pode ajudar ele?”, pensou ela, ansiosa.

A chuva começou a cair.

Felícia sentia o coração inquieto.

...

Para neutralizar o veneno, ela havia arriscado sua vida, gastou quase metade de sua força interna, mais do que imaginava. Por isso, mal tinha energia naquele momento.

Mateus a colocou na cama de jade.

Ela respirava com dificuldade, como um peixe jogado em terra seca, precisando desesperadamente de água.

Mateus passou uma mão pelo pescoço dela, sustentando sua cabeça, e, em seguida, tirou de algum lugar uma pílula, forçando ela a engolir.

— Tome.

Íris ainda estava consciente, desconfiada de que pudesse ser veneno, e mordeu os dentes.

A voz de Mateus estava fria e firme:

— É o antídoto.

Ele parecia não se importar em dar mais explicações.

Ouvindo isso, ela então engoliu a pílula.

Mateus continuou:

— Levei cinco dias para preparar um antídoto. Por enquanto, só tenho essa pílula. As outras, eu vou te dar aos poucos.

Íris franziu a testa.

— Não faço ideia de quem tenha me envenenado. Só sei que a pessoa tinha seis dedos na mão direita.

“Seis dedos... É pelo menos uma pista”, Íris gravou na memória.

Mateus estava prestes a soltar ela, quando notou uma rachadura na máscara sobre seu queixo.

De repente, percebeu que ela estava usando uma máscara de pele humana.

Sem hesitar, Mateus estendeu a mão para arrancá-la, ele queria ver o rosto verdadeiro por trás da máscara.

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