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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 15

Na apertada câmara subterrânea, os dois se encaravam. A temperatura do ambiente foi ficando cada vez mais fria.

Íris não estava com seus trajes de noite, estava vestida como uma serva comum do palácio. Se não tivesse necessidade, ela não atacaria.

Primeiro, porque estavam procurando assiduamente por assassinos nos últimos dias, se ela revelasse suas habilidades marciais, seria mais difícil agir no futuro.

Segundo, porque a sua lesão interna ainda não tinha curado por completo.

— Caí aqui dentro sem querer. Você sabe onde fica a saída? — Perguntou Íris.

O olhar de Mateus mudou. Pelo visto, essa serva não o reconhecia.

De fato, Íris não fazia a menor ideia de que este homem diante dela era o seu marido, o Imperador Mateus.

Eles só haviam se visto duas vezes. Na noite de núpcias, o quarto estava às escuras. Na noite em que caçaram a assassina, ele estava atrás dela, e quando ela estava dentro da banheira, esteve de costas o tempo todo, não chegou a olhar para ele de frente.

Por isso, até agora, ela realmente não sabia como ele era.

Da mesma forma, Mateus também não sabia que essa serva diante dele era sua Imperatriz disfarçada.

Ele, porém, sentia instintivamente que ela não era uma simples serva do palácio. Uma serva comum não iria a este lugar no meio da noite, muito menos sobreviveria ilesa a uma queda daquela altura...

Antes que Íris terminasse de falar, Mateus se lançou rapidamente em sua direção.

Ela, ágil, desviou de sua primeira investida. A farsa de "serva" já não se sustentava mais.

O homem atacava como uma águia: seus dedos longos e fortes deixaram marcas profundas na parede de pedra. Se ela fosse agarrada por aquelas mãos, seus tendões e veias poderiam ser rompidos.

Íris, no entanto, tinha a vantagem da velocidade. Conseguiu evitar vários ataques consecutivos e, num giro rápido, se posicionou atrás dele.

Mateus varreu o chão com uma rasteira, levantando uma nuvem de poeira.

Íris se apoiou no ombro dele e fez um salto acrobático por cima de sua cabeça, caindo logo à frente, com uma agulha de prata entre os dedos, tentando perfurá-lo.

No instante em que a agulha quase atingiu seu alvo, o homem agarrou seu pulso com uma velocidade impressionante.

Seus olhos eram tão afiados quanto lâminas.

Aproveitando o momento, agarrou seus ombros e a pressionou contra a parede de pedra, seus olhos de falcão transbordavam uma intenção assassina.

As costas de Íris bateram na pedra, a fazendo franzir as sobrancelhas de dor.

Após dezenas de trocas de golpes, Mateus teve certeza: ela era a assassina que havia invadido o Palácio Calistela na outra noite.

"Que ousadia, não apenas ousou atacar uma vez, ainda voltou para tentar de novo."

Com uma agulha de prata apontada para a garganta dele, seus olhos bonitos, agora frios e implacáveis, brilharam na luz tênue.

— Tente se mover mais uma vez! — Clamou ela.

Com o ponto vital sob ameaça, ele parou imediatamente.

Após tanto tempo de luta, Íris também estava exausta. Ela acendeu uma vela e iluminou a câmara.

À luz, pôde ver claramente os olhos do homem brilhando com uma ferocidade intensa, tão negros e profundos quanto um abismo.

Mesmo sob domínio, ele mantinha uma postura arrogante, como se nada pudesse humilhá-lo.

Íris sorriu de canto, zombando:

— Ainda não aceita a derrota?

O belo rosto de Mateus estava tomado de fúria.

Seus olhos desceram. Além de estar subjugado por ela...

"Essa mulher, sem a menor vergonha, está sentada sobre minha cintura!"

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