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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 16

— Desce... De cima... De mim! — Sua voz era rouca, como se tivesse sido queimada por fogo.

Quando o veneno de "Águas Celestes" atacava, todos os mecanismos do corpo sofriam diferentes níveis de dano. Naquele momento, a sua garganta doía como se tivesse sido rasgado por mil cacos afiados, o que lhe conferia uma voz mais rouca e grave do que o normal.

Dizer apenas essas cinco palavras já o faziam sentir uma dor que pessoas comuns jamais conseguiriam suportar.

"Essa maldita mulher!"

— Ah, então você sabe falar? — Íris achou que ele era mudo.

No próximo instante, seu olhar caiu sobre o pescoço dele. Seu olhar mudou drasticamente, como se tivesse descoberto algo extremamente importante.

Íris olhava fixamente para aquela "veia prateada" no pescoço dele.

O veneno de "Águas Celestes"... Ela havia procurado por ele fazia muito tempo!

Mais precisamente, pelo responsável por envenenar.

— Quem te envenenou? — Ela perguntou, com uma leve emoção em seu olhar geralmente sereno.

O rosto de Mateus permaneceu sombrio.

Claramente, ele não revelaria.

De repente, Íris puxou a gola da camisa dele. Como esperava, a veia prateada se estendia até o peito.

Se alcançasse o coração, seria praticamente uma morte certa.

Mateus ficou atônito com o seu ato. Seus olhos negros brilhavam de raiva e frieza, como se contivessem gelo. Ele realmente estava furioso.

— Você quer morrer!

— Não se mexa!

Ambos falaram ao mesmo tempo.

A dor familiar tomou conta da memória de Íris. Instintivamente, ela cravou agulhas de prata no pescoço e no peito dele. Foram mais de dez agulhas, todas em alta velocidade.

Mateus queria matá-la, mas quando as agulhas caíram, sentiu um calor estranho se espalhando pelo corpo, do peito sempre frio até os membros. Naturalmente, seu corpo se acalmou.

A fúria cedeu, as pupilas relaxaram. A técnica dela parecia ter algo de especial.

Íris estava o curando, à princípio, para descobrir quem era o envenenador.

E, no fundo, também tentava compensar uma falha do passado, daquela vez em que não conseguiu salvar alguém. Agora, não se permitiria falhar de novo...

Enquanto aplicava as agulhas, observava a veia prateada. Ela nunca tinha visto algo assim.

Claramente, ele estava à beira da morte, mas o veneno estava bem contido. Pelo jeito, o homem devia se esforçar muito para mobilizar a energia interna e manter o veneno sob controle.

Aos poucos, a veia começou a recuar.

Vendo isso, Mateus agarrou seu braço e perguntou em tom severo:

— Técnica das Agulhadas de Pena?

Aquele veneno... Só a família Duad, com sua Técnica das Agulhadas de Pena, era capaz de contê-lo.

— Solte a su mão. — Disse Íris, com frieza no olhar.

Ela se desvencilhou e retirou rapidamente todas as agulhas do corpo dele.

O rosto de Mateus se tornou ainda mais sombrio. Ele questionou:

— Por que parou o tratamento?

Ele procurou em todo o mundo por um herdeiro da família Duad. Agora que essa mulher dominava a técnica, mesmo que não fosse da linhagem... Ele não poderia deixá-la ir.

Os olhos da Íris eram frios e claros.

— Encontrem essa pessoa, quero ela viva.

— Sim, Vossa Majestade!

...

No Palácio da Harmonia.

Quando Íris voltou, Flora suspirou de alívio.

— Pouco depois que a senhora saiu, a Dama Judite veio. A Imperatriz-Mãe mandou algumas joias e acessórios. Ela disse que, como a senhora já perdeu um ano de mesada por causa da punição do Imperador e agora está de castigo no palácio, não tem nada em mãos para manter uma boa relação com todos. Tomei a liberdade de dizer que a senhora estava doente e recebi tudo pela senhora.

Íris trocou a roupa de serva do palácio e falou:

— Guarde tudo. Um dia, eu vou devolver à Imperatriz-Mãe.

Depois de vingar a Consorte Imperial, ela não ficaria mais muito tempo no palácio, não havia motivo para manter aquilo.

Flora olhou preocupada para ela, perguntando:

— A senhora não se machucou desta vez, né?

"O rosto da senhora parece meio estranho..."

Íris franziu a testa, respondendo:

— Está tudo bem. Pode se retirar.

— Sim, senhora.

De repente, um pombo-correio de penas negras pousou no parapeito. Íris o pegou imediatamente e retirou a mensagem amarrada à perna dele.

Ao ler o conteúdo, seus olhos calmos de repente se agitaram: [Leona ainda está viva.]

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