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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 152

Mateus disse aquelas palavras e saiu batendo a manga do manto.

Felícia caiu de joelhos no chão, esticando os braços para frente, o rosto contorcido em desespero.

— Não!!!! Vossa Majestade! Vossa Majestade, não me abandone! Vossa Majestade!!!

“Por quê? Como o Imperador pode rejeitar o meu sangue do coração? O veneno de Águas Celestes não é incurável? Então, por que isso está acontecendo?”

Felícia cerrou os punhos, com os olhos vermelhos de raiva e dor.

“Será que eu realmente vou ser exilada?”, pensou ela, ansiosa.

— Não!!!

...

Mateus voltou ao Palácio Supremo, com o semblante frio como gelo, sem se suavizar por muito tempo.

Omar o servia com cautela, atento a cada expressão do Imperador.

Embora não soubesse exatamente o que havia acontecido, o exílio da Dama Imperial e a decisão do Imperador de emitir um édito de autoacusação eram fatos que deixavam todos atônitos.

Mateus se sentou à mesa de trabalho e pegou o pincel, escrevendo um trecho do Mantra da Tranquilidade, que justamente aquela assassina tinha o ensinado a recitar.

Naquele momento, ele precisava desesperadamente de paz de espírito.

As fronteiras ainda estavam instáveis, e no harém os problemas só aumentavam.

Ele também sabia que o que a Imperatriz tinha feito naquele dia não estava errado.

Depois de sofrer humilhação, poucas mulheres tinham coragem de buscar a verdade, e menos ainda ousariam contar tudo ao próprio marido.

A maioria delas preferia manter a imagem de pureza intocada aos olhos do marido.

Somente a Imperatriz teve coragem de se expor sem reservas.

Essa coragem, muitos homens sequer possuíam.

Mas, infelizmente, isso não apagava o fato de ela ter traído o Imperador e perdido a honra.

Mateus já havia se perguntado mais de uma vez: será que seu harém poderia realmente abrigar uma Imperatriz desonrada?

Mesmo que ele não a desejasse, mesmo que jamais fosse tocar ela, ainda assim ela ocupava o título de Imperatriz, era sua esposa legítima perante a todos.

Ele seria capaz de ignorar o fato, como se nada tivesse acontecido?

Depor uma Imperatriz não era difícil, mas ele teria que nomear outra depois.

Quem garantiria que a próxima faria melhor?

Desde que tinha assumido a Insígnia Dourada, ela manteve o harém em perfeita ordem. Uma Imperatriz que não competia com as concubinas e sabia respeitar seu lugar era algo raro.

Mateus escreveu lentamente as palavras “Depor a Imperatriz”, e ficou olhando para elas por muito tempo.

Omar, ao entregar mais tinta e pincel, acabou vendo o que estava escrito e ficou completamente espantado.

O Imperador queria depor a Imperatriz, se ela descobrisse, certamente, ficaria com o coração despedaçado.

...

Na verdade, Íris não tinha interesse algum no posto de Imperatriz.

Naquela noite, ela descansou no Palácio da Longevidade, mas seu sono foi extremamente leve.

Ela sonhou com Leona sendo humilhada, quis salvar ela, mas estava presa dentro de uma armadura pesada.

Wanda riu com desdém:

— Até que você sabe se adaptar bem às circunstâncias, hein?

Logo depois, um traço de inveja e rancor brilhou em seus olhos. Felícia tinha cometido crimes gravíssimos, mas foi apenas exilada, estava claro que o Imperador ainda tinha pena dela.

Wanda desejava com todas as forças que Felícia morresse no caminho, para que o Imperador não se arrependesse e a trouxesse de volta.

...

Felícia foi escoltada por dois soldados, um alto e outro baixo. Eles já tinham sido instruídos, então assim que saíram da capital, retiraram o colar de ferro de seu pescoço, deixando apenas as correntes nos pés.

Durante a viagem, ofereciam boa comida, bom descanso, tratando ela com respeito e ainda chamando ela de Dama Imperial.

— Dama Imperial, as ordens são claras, temos que levar você até o sul, e então vamos deixar você livre. Até lá, vai ter que aguentar um pouco. Se precisar de algo, é só pedir. — Disse o soldado mais alto.

Felícia sentiu os olhos marejarem, mas permaneceu em silêncio.

Ela não queria ir para o sul, ela queria apenas voltar para os braços do Imperador.

Mas ele... Ele não precisava mais do sangue do seu coração.

À noite, os três se hospedaram numa estalagem. Felícia ficou sozinha em um quarto.

No meio da madrugada, uma sombra deslizou para dentro.

Felícia abriu os olhos e se deparou com um olhar sombrio e penetrante.

Ela ia gritar, mas a mão do intruso a golpeou, fazendo ela desmaiar.

O luar iluminou o quarto quando Íris retirou a máscara. Nos olhos dela, havia apenas desejo de matar.

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