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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 17

"Leona está viva!"

Íris apertou o bilhete com força, o pressionando contra o peito, com os olhos semicerrados.

Ela mal podia esperar para vê-la.

...

Na noite seguinte, Íris, vestida com roupas leves, saiu discretamente do palácio.

Do lado de fora, numa rua deserta, havia uma carruagem esperando. O jovem cocheiro, ao vê-la, desceu rapidamente e fez uma reverência:

— Ulisses, ao seu dispor, General Castelo!

Ulisses Braga era um de seus homens de confiança, havia a acompanhado da base militar até a capital.

Quando Íris entrou no palácio, deixou Ulisses na Casa dos Castelo para, secretamente, caçar os bandidos que tinham abusado de Leona. Ela jamais imaginaria que Ulisses traria uma notícia tão grande.

— Onde está Leona? — Íris perguntou, contendo a emoção.

Ulisses levantou a cortina, dizendo:

— Vou levá-la até ela agora.

Durante o caminho, Ulisses explicou enquanto conduzia a carruagem:

— Naquele dia, vi o mordomo com um comportamento estranho e o segui até o pátio interno. Acabei ouvindo a conversa dele com seu pai e descobri que a Srta. Leona ainda está viva.

O rosto de Íris estava sem expressão, mas por dentro, uma tempestade rugia.

Ela ainda não queria pensar no motivo de seu pai ter feito aquilo, só queria ver Leona o mais rápido possível.

— Ah, General Castelo, outra coisa importante, é uma notícia que chegou hoje. A fronteira está instável, muitos assassinos estão entrando, todos atrás da senhora. O Comandante sugeriu que não basta mais ter alguém se passando por você. Agora é preciso anunciar que você está gravemente ferida e sendo tratada em um local secreto. Assim, por segurança, é melhor que você fique mais um tempo na capital.

Íris, distraída, respondeu:

— Entendido.

Após mais de uma hora de viagem, finalmente chegaram.

Diante deles havia uma cabana de madeira, simples e isolada, sem vizinhos por vários quilômetros.

Ulisses bateu à porta. Uma voz cautelosa veio de dentro:

— Quem é?

— Estamos passando e precisamos de direções. — Ulisses mentiu com naturalidade.

Quem estava dentro claramente não acreditou.

Íris, então, simplesmente arrombou a porta com força. A serva, assustada com a invasão, pegou uma vassoura como arma, exclamando:

— O que vocês querem?

Íris tirou sua máscara de disfarce. A serva, ao reconhecê-la, ficou surpresa e logo entendeu.

—Você... Você é a Sra. Íris! — Jogando a vassoura fora, a serva rapidamente os convidou para entrar, fechando a porta atrás de si e fazendo uma reverência. — Sou Tônia, a serva pessoal da Srta. Leona! Sra. Íris... Não, perdão, Imperatriz, o que faz aqui? O Sr. Castelo sabe?

— Onde está Leona? — Íris foi direta.

Tônia demonstrou tristeza, murmurando:

— A senhorita...

Íris não disse mais nada:

— Levanta. Quero saber: quem mais da família Castelo sabe que Leona está viva?

— Além de mim, só o Sr. Castelo e o mordomo.

Os olhos de Íris pousaram nas correntes dos pés de Leona, entristecidos.

— Até dormindo ela precisa estar acorrentada?

— Sim, Imperatriz, é para evitar que a senhorita fuja quando acordar. Mesmo com o calmante, o horário que ela desperta é imprevisível, então não ousamos soltá-la. Mas todas as noites aplico pomada em suas pernas para evitar feridas. — Tônia falou com cuidado, olhando para Íris de relance.

Apesar de serem idênticas, Íris parecia muito mais fria e poderosa. Parecia que, com uma palavra errada, receberia punição.

Íris olhou para Leona e murmurou:

— Estar viva já é o suficiente...

Viva, ela poderia se recuperar.

Tônia, com os olhos marejados, disse:

— Não, Imperatriz. Me perdoe a ousadia, mas às vezes penso que, ao invés de continuar viva de forma tão dolorosa, talvez fosse melhor...

Ela então puxou o braço de Leona para fora das cobertas e levantou a manga. O braço outrora branco e delicado estava cheio de cicatrizes.

Tônia continuou:

— Essas são as marcas das vezes em que tentou tirar a própria vida. A Imperatriz sabe o que exatamente a senhorita passou? Eles não só abusaram de seu corpo!

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