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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 212

Mateus não era tão sensível a cheiros. Mesmo tendo sentido o odor daquela assassina certa vez, o aroma era tão fraco que, em instantes, ele já o havia esquecido.

De fato, ele havia apertado o pescoço e o pulso daquela mulher, mas sua mão não era uma régua, não tinha como medir com tanta precisão.

Além disso, os pulsos das mulheres não diferiam tanto assim. Só pela sensação no tato, era impossível afirmar algo com certeza.

Por isso, ele apenas tentava assustar a Imperatriz. Com qualquer outra pessoa, aquela estratégia funcionaria. Mas com Íris?

Ela era experiente, já havia interrogado inúmeros espiões, conhecia de cor e salteado todas as técnicas.

Se Mateus realmente tivesse certeza de que ela era aquela assassina, não teria perdido tempo com rodeios.

A única pista que ele tinha era aquele chicote de nove seções.

O rosto de Íris permaneceu sereno, transmitindo uma calma segura, como quem tinha tudo sob controle.

— Imperador, eu posso explicar. — Disse ela. — Além da Flora, havia outra guarda secreta que entrou comigo no palácio. Ela me acompanhava para me proteger. Essas coisas são dela.

Os olhos de Mateus se estreitaram, frios.

— Uma guarda secreta? — Repetiu ele, duvidoso.

Íris inventou a mentira como se fosse a coisa mais natural do mundo.

— Eu a salvei por acaso, não sei sua origem. Achei que estava desamparada e a mantive por perto. Meus pais nunca souberam disso. Depois que entrei no palácio, pedi que ela investigasse Felícia em segredo. Foi graças a guarda que consegui derrubar ela.

As sobrancelhas bem definidas de Mateus se franziram.

A primeira vez que tinha visto aquela assassina tinha sido no Palácio Calistela.

Naquela ocasião, ela tinha fugido às pressas e desapareceu dentro do Palácio da Harmonia...

No papel, a história até fazia sentido, mas Mateus não se deixou enganar com facilidade.

— E agora, onde ela está? — Ele perguntou.

Íris respondeu sem hesitar:

— Ela nunca foi minha serva. Sempre teve liberdade para vir e ir. No dia anterior à minha saída para rezar fora do palácio, ela se despediu. Disse que queria conhecer as terras do norte.

Mateus soltou um riso frio e perguntou:

— E você a deixou partir assim, tão fácil?

Íris suspirou, fingindo pesar:

— Foi apenas um encontro do acaso. Ela me ajudou a encontrar provas contra Felícia, e assim a dívida ficou paga. Entre nós, não havia mais obrigações. Mesmo que eu sentisse falta, não havia como detê-la.

Mateus a largou e se sentou.

A luz da lua caía sobre ele, reforçando ainda mais sua postura altiva de soberano.

Íris não tinha certeza se ele acreditou ou não, mas, desde que conseguisse esconder bem a verdade, mesmo que ele desconfiasse, não teria provas.

Ela também se endireitou e continuou:

— Então, o Imperador achou que aquela mulher era eu disfarçada?

Mateus não respondeu, apenas disse:

— Se ela voltar, diga a ela que o Imperador tem um recado.

Íris apenas assentiu.

— Sim, Imperador.

— Diga a ela que, sobre quem me envenenou, lembrei de uma pista importante.

O olhar de Íris se intensificou.

Essa pista ela havia procurado por muito tempo, mais até do que no caso de Leona, mas nunca tinha conseguido nada concreto.

O olhar de Mateus era frio e cortante.

Ele só confiava no que ele mesmo descobrisse.

— A isca já foi lançada. Agora é esperar o peixe morder.

...

No dia seguinte, o Palácio da Harmonia estava cheio de movimento.

Desde que a Dama Imperial Daniela tinha chegado, o burburinho não parava.

— Imperatriz, o banquete dos generais está chegando. Lá a Imperatriz pode ver vários comandantes que guardam as fronteiras! Principalmente o tal Jovem General Teles... Ele é tão misterioso! Uns dizem que é muito bonito, outros que é feio...

Íris comentou de forma serena:

— Bonito ou feio, é só aparência.

Daniela concordou rápido, balançando a cabeça.

— A Imperatriz tem razão. Mesmo que esse Jovem General Teles seja feio de dar dó, ainda assim tem um monte de moças querendo se casar com ele! Dizem que hoje ele é o maior herói de Gretis! Imperatriz, vou ser sincera, se eu não tivesse entrado no palácio, teria tentado a sorte também! Pena que, uma vez aqui dentro, só podemos girar em torno do Imperador. Ai, que destino...

Ela suspirou como se fosse uma pena, mas logo acrescentou animada:

— Ouvi falar que o Imperador pretende escolher uma esposa para o Jovem General Teles. Imagina só, que sorte terá a moça escolhida!

Íris parou o gesto de levar a xícara de chá à boca.

“Uma noiva escolhida pelo Imperador? Ele realmente não tem nada melhor a fazer?”, pensou ela.

Enquanto conversavam, Flora entrou com um aviso:

— Imperatriz, o Jovem General Teles voltou vitorioso com o exército. Acabou de chegar na capital!

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