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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 245

— Sim.

Se fosse qualquer um, mesmo um desconhecido, em perigo, ela sempre estenderia a mão para ajudar.

Em seguida, Íris acrescentou:

— Tenho que ajudar dentro do que estiver ao meu alcance.

A Sra. Teles sempre a lembrava: sua vida, acima de tudo, era dela mesma.

Mateus se concentrou apenas naquela resposta “Sim”.

Ele não sabia explicar exatamente o que sentia naquele momento.

Felícia também tinha arriscado a própria vida para salvar ele, tinha dado seu sangue e sacrificado anos de sua vida por ele.

Comparado a isso, tudo o que a Imperatriz tinha feito, como salvar ele do veneno das Águas Celestes e desviar uma flecha, era nada perto dos quatro anos de dedicação de Felícia.

Ainda assim, seu coração parecia se tocar pela Imperatriz.

Talvez fosse porque Felícia também cobrava algo em troca, enquanto a Imperatriz nunca pediu nada.

Mas...

Nos olhos de Mateus, a ternura voltou a se transformar em frieza.

Quem poderia saber se o fato de a Imperatriz não pedir nada era, na verdade, uma estratégia?

Ele havia pensado muito naqueles dias.

Sempre que lembrava do banquete do Festival da Lua, sempre que pensava na Imperatriz bloqueando a flecha por ele, sentia uma irritação inexplicável.

Ele detestava mulheres calculistas, e ainda mais aqueles que se deixavam manipular por elas.

— Eu sei o que você sente. Mas não posso te dar o que quer. A honra da sua família materna, fazer do seu irmão um marquês, ou até adotar uma criança, eu poderia conceder.

Íris ficou confusa

O que ela sentia?

Será que ele tinha entendido alguma coisa errada?

Ainda assim, só por proteger a vida dele, ele podia recompensar sua família com títulos nobres. Para um Imperador, aquilo era descuidado demais.

Como poderia aquilo ser justo com os soldados que lutaram até a última gota de sangue?

— Majestade, eu não preciso dessas coisas. — Ela respondeu com firmeza.

Mateus persistiu:

— Não precisa me dar a resposta agora. Eu vou te dar tempo, pense com calma.

Sempre haveria tempo.

O palácio era um forno que derretia qualquer sentimento verdadeiro. No fim, todos se transformavam em marionetes com máscaras falsas, controladas pelo poder e pela riqueza.

Aquelas mulheres disputavam o favor do Imperador por status e influência.

Se ele não podia oferecer tais coisas, como poderiam elas correr atrás dele?

Felícia agia assim, e a Imperatriz, certamente, também.

Íris ainda queria deixar claro que não precisava de nada, mas Mateus já havia partido.

Ela ficou sentada, olhando para o teto, perdida em pensamentos.

Então... Que intenção ele achava que ela tinha?

Flora entrou para servir ela, e Íris se ergueu, mostrando cansaço.

— Há alguma notícia de fora do palácio? — Perguntou ela.

Flora estava ansiosa também. Ela olhou ao redor e depois abaixou a voz para informar:

— Senhora, recentemente todo o palácio entrou em estado de alerta. O Imperador suspeita que ainda haja assassinos escondidos aqui dentro. Quem entra e sai precisa ser revistado. Toda vez que saio, alguém me segue, e nunca consigo concluir nada. Hoje, à noite, vou tentar de novo.

— Queime.

A ordem foi curta e direta.

Omar compreendeu na hora. Ele se levantou e, com movimentos rápidos, recolheu as roupas de cama.

...

Enquanto Omar queimava a roupa, seu afilhado surgiu do nada:

— Padrinho! Eu fui levantar à noite e vi algo estranho. O Imperador estava no poço do fundo do palácio, despejando um balde de água sobre si. Que frio! Eu até tremi só de ver.

Omar sabia de tudo, mas não comentou nada.

“Nessa noite, a chama do Imperador está intensa mesmo, para chegar a tanto”, pensou consigo mesmo.

...

No Palácio da Harmonia, Íris sentiu um suor frio escorrer pelo corpo, sem entender bem o porquê.

Na manhã seguinte, Flora percebeu que a Imperatriz estava com as roupas encharcadas de suor e imediatamente começou a ajudar ela a se limpar e trocar de roupa.

O curativo nas costas precisava ser trocado.

Íris não conseguia aplicar o medicamento sozinha, então tirou a blusa e se sentou na beira da cama de costas para Flora, pedindo que ela a ajudasse a passar o remédio e fazer o curativo.

Flora tinha medo de machucar a Imperatriz, então mexeu com cuidado, demorando mais do que o normal.

Íris, por sua vez, estava distraída, pensando em como conseguir a poção de falsa morte.

Dentro do quarto, reinava um silêncio tranquilo.

O vento estava forte nos últimos dias, e de vez em quando soprava a cortina de linho, a fazendo ondular suavemente.

Nenhuma das duas percebeu que, em algum momento, Mateus estava ali, parado.

Seu olhar caiu sobre a cortina esvoaçante, branca e quase translúcida, tal como ele havia visto em seu sonho na noite anterior...

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