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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 331

Os emissários de Nanjara usavam trajes bem diferentes dos de outros reinos. Os homens tinham tatuagens de totens no rosto, e as mulheres cobria o rosto com véus, suas roupas curtas deixavam à mostra um pouco da cintura fina.

Eram estrangeiros de uma terra distante, conhecidos por criar insetos venenosos e por seus costumes estranhos, práticas que muitos países desprezavam.

Assim que eles entraram no salão, o ambiente antes descontraído ficou tenso. As conversas cessaram, e os olhares se encheram de desprezo e rejeição.

Especialmente por causa da mulher, mostrar a cintura daquele jeito era pura indecência.

— Saudações, Vossa Majestade! — Disse o líder do grupo.

Íris levantou os olhos e, por um instante, deixou escapar um brilho de surpresa.

Entre todos os emissários de Nanjara, havia apenas uma mulher. E era justamente Fabiana, a mesma mulher que Íris mandou embora apenas dois dias antes.

Fabiana vestia um manto vermelho, o véu leve em seu rosto tremulava com o vento, revelando por breves instantes uma beleza hipnotizante.

Seu olhar era puro feitiço, bastava uma troca de olhares para deixar qualquer homem sem ar.

Os homens do salão, ainda que a condenassem com palavras, não conseguiam desviar o olhar.

Íris manteve o rosto impassível e desviou o olhar.

Mateus, sentado no trono, manteve a postura firme e o semblante austero.

— Podem se sentar. — Ordenou ele.

Íris evitou encarar Fabiana e levou a taça aos lábios, mas percebeu o olhar frio de Mateus sobre si.

Ela franziu levemente o cenho, sem entender.

Ele então olhou para a taça em suas mãos e, com a voz grave, advertiu:

— Essa taça é minha.

Íris percebeu o engano e rapidamente a colocou de volta.

Para sua surpresa, Mateus simplesmente a pegou e bebeu o restante do vinho sem qualquer hesitação, como se não se importasse nem um pouco por ela ter bebido antes.

Os discursos dos emissários se seguiram, cheios de bajulações e frases vazias exaltando a força de Gretis e a sabedoria do Imperador.

Mateus ouviu tudo com tédio.

Era seu aniversário, mas ainda assim precisava suportar aquelas falsidades.

Um completo desperdício de tempo.

Havia dezenas de pratos na mesa, mas nada lhe despertava o apetite.

Sem perceber, sua mente o levou de volta aos seus quinze anos, o aniversário em que, fora do palácio, uma garota tinha oferecido um pedaço de bolo de castanha a ele.

Nunca mais ele havia provado algo tão doce.

Quando os presentes começaram a ser entregues, ele voltou à realidade.

Chegou a vez dos emissários de Nanjara. Um deles estendeu o braço e apontou para Fabiana:

— Majestade, o presente que trazemos de nossa terra... É uma mulher.

O salão inteiro reagiu de forma diferente. Alguns diplomatas de outros países riram, zombando:

— Típico de Nanjara... Um povo pequeno e sem noção. Acham que um único rosto bonito é um presente digno? Em qual reino não existem mulheres bonitas? E ainda vêm oferecer só uma... Que mesquinhez!

As concubinas se entreolharam, medindo umas às outras.

Uma mulher como aquela, de aparência tão provocante, jamais deveria entrar no palácio.

Íris sentiu vontade de beber de novo.

Capítulo 331 1

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