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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 37

Os guardas entraram para levar Íris à execução do castigo. Ela não implorou por misericórdia, seus olhos estavam calmos e serenos.

— Eu sabia que, se fosse descoberta, seria punida, mas não me arrependo do que fiz. Prefiro assumir sozinha a culpa do que ver as outras mulheres do harém imperial sendo punidas junto comigo. Agora, só tenho um pedido: que a punição se cumpra, mas que Vossa Majestade, sob o pretexto de uma recompensa, repasse estes bens em ouro e prata às demais mulheres do harém imperial. Assim, não vou ter mais arrependimentos.

Mateus encarou aqueles olhos obstinados e sentiu nascer uma fúria destrutiva. Ela era como um pinheiro firme e inflexível diante dele, extremamente irritante.

E quanto mais ela se mantinha assim, mais ele desejava quebrar seu orgulho, fazê-la entender o que era respeito e submissão!

— Levem ela! — Ordenou ele.

Flora se ajoelhou apressadamente, dizendo:

— Majestade, a serva está disposta a ser punida no lugar da Imperatriz!

Mateus sempre foi tirano e autoritário. Ele lançou um olhar gelado para Flora, ordenando:

— Insolente. Levem ela para ser executada a varadas.

Os guardas não podiam agir com violência com a Imperatriz, mas poderiam facilmente arrastar uma simples serva, então avançaram de imediato.

Quando estavam prestes a tocar em Flora, Íris a puxou para trás, protegendo-a.

As sobrancelhas de Mateus se ergueram. Antes, quando ele havia ordenado a punição da Imperatriz, ela não se mostrou tão alterada. Por que agora demonstrava tamanha preocupação por uma simples serva?

Íris se colocou diante de Flora, sem expressão no rosto, fria e imponente.

— Flora não cometeu erro algum, não deve ser punida.

Mateus rebateu de pronto:

— Ao se oferecer para ser punida em seu lugar, ela já se condenou.

Flora não esperava tamanha crueldade. Mas, vendo que sua senhora a protegia, se sentiu segura. Mesmo que tivesse que morrer por ela, aceitaria de bom grado.

Nos olhos de Íris, um brilho cortante apareceu. Ela disse:

— Se Vossa Majestade tanto preza as regras, então este crime de troca de favores com pessoas de fora do palácio não deveria recair só sobre mim. Também deve punir a Consorte Imperial!

Ao ouvir isso, os olhos de Mateus gelaram de súbito. Foi como se tivesse sido tocado em um ponto proibido.

Nair, ao lado, estremeceu. Afinal, era da Consorte Imperial Felícia que ela falava, a favorita do Imperador! Era bem insensato Imperatriz tentar arrastá-la para a punição.

Os olhos de Íris não vacilaram, encarando Mateus com firmeza.

— Antes de eu entrar no palácio, quem realmente aceitava subornos era a Consorte Imperial. Se Vossa Majestade não acredita, pode perguntar aos oficiais. Confio que Vossa Majestade sabe agir com justiça e imparcialidade. Quanto às vinte bastonadas, a culpa é minha, e eu mesma vou suportar o castigo. Ninguém mais deve ser punido por mim.

Após falar, ela retirou de si o grampo de fênix que simbolizava seu status e o colocou sobre a mesa. Em seguida, caminhou resoluta em direção à porta do salão, preparada para enfrentar a punição.

Felícia, indignada, sentiu o gosto da sopa azedar. Ela colocou a tigela sobre a mesa com força, o olhar sombrio.

Salomão prosseguiu:

— Consorte Imperial, a Imperatriz ameaçou o Imperador com o fato de que a senhora também havia participado nas trocas de favores. Para evitar que a senhora fosse punida, ele foi forçado a aliviar a pena da Imperatriz.

Vera então disse, aliviada:

— Ah, então foi para proteger a Consorte Imperial.

Mas o rosto de Felícia se ensombreceu ainda mais.

— Como a Imperatriz soube dos meus assuntos? Ela está me investigando?

Salomão levantou o olhar, falando com um tom cauteloso:

— Consorte Imperial, tem uma coisa ainda mais grave. A Imperatriz declarou que assumiria a culpa pelas outras mulheres do harém imperial e que os bens seriam repassados a elas. O Imperador concordou. Assim, depois daquela proposta de "igualdade de favores" que ela já havia feito, tenho medo de que... A sua reputação no palácio fique ainda mais elevada.

Ele não ousou continuar, especialmente diante da comparação com a Consorte Imperial.

Felícia ficou furiosa:

— Maldita! Ela esqueceu que ainda tenho provas contra ela? Vera, vá buscar aquilo!

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