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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 78

Dentro da tenda, diferentemente da gentileza do Príncipe Roy, do lado do Imperador só havia cobrança.

— Veja essas pedras, foi isso que feriu a Esposa Imperial. O torneio de polo foi organizado inteiramente por você. Como um campo de grama tão bem cuidado poderia conter algo tão perigoso?

Íris manteve a expressão de quem acabava de saber daquilo. Ela juntou as mãos em sinal de culpa e pediu perdão:

— Imperador, foi negligência de minha parte.

— Foi negligência ou algo intencional? — A expressão de Mateus era gélida. — Imperatriz, é melhor que você não tenha nenhum envolvimento com isso.

Íris ergueu o olhar, o rosto sereno ao responder:

— Justamente por ter sido eu quem organizou o torneio, não desejaria de forma alguma que algo desse errado. A Esposa Imperial e a Dama Imperial Daniela terem se ferido não me traz qualquer benefício.

Imperador ponderou... "De fato. Se ela tivesse feito isso contra Felícia, poderia se justificar por conta de rancores passados. Mas e a Daniela? Bem, não se pode descartar que fosse apenas uma distração planejada, enquanto seu verdadeiro alvo tenha sido Felícia desde o início. Afinal, Daniela foi justamente quem ela salvou. Eu mesmo presenciei a cena, vi que ela havia se arriscado de verdade."

Mateus a questionou em tom frio:

— Aliás, eu sequer sabia que você era capaz de pular de um cavalo para outro.

Íris entendeu a desconfiança em sua voz e respondeu sem qualquer nervosismo:

— Tenho domínio em equitação. Pular entre cavalos exige apenas equilíbrio e coragem. Além disso, naquele momento, só pensava em salvar uma vida, não tive tempo para hesitar.

Mateus continuava a examiná-la com um olhar cortante, sem qualquer traço de suavidade.

— O acidente no torneio de polo é de sua responsabilidade. Vou te dar dez dias para encontrar o culpado.

Íris aceitou a missão com tranquilidade:

— Sim, Vossa Majestade.

Do outro lado, Felícia já havia desmaiado de dor três vezes em menos de meia hora. O Médico Imperial ficou ao lado o tempo todo, sem ousar descansar, aproveitando cada vez que ela desmaiava para acelerar os procedimentos.

Até aquele momento, Vera ainda não conseguia entender o que havia acontecido. Pelo plano, quem deveria ter caído do cavalo e se ferido era Daniela. Mas no fim, a sua senhora caiu, e Daniela foi salva pela Imperatriz. E ainda havia a Essência de Alma Presa... Quem poderia imaginar que o remédio que a senhora usava todos os dias para enxaqueca continha essa substância? Agora, por causa disso, não podia usar anestésicos, tendo que suportar a dor totalmente consciente.

Mesmo após a costura, a dor não diminuía. Felícia mal ouvia o que Vera dizia, porque a dor que atravessava seu corpo a fazia desejar a morte.

— Eu... Quero remédio para dor!

Os Médicos Imperiais se entreolharam.

Por fim, o médico mais velho respondeu com cautela:

— Esposa Imperial, qualquer anestésico e analgésico vai reagir com a Essência de Alma Presa e pode gerar toxinas...

— O quê?! — Vera empalideceu.

"Nenhum tipo de analgésico pode ser usado? Então, a senhora vai ter que suportar toda essa dor até o fim?"

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