Ela segurou a dor, levantouse e se lavou rapidamente, achando que ia melhorar em pouco tempo.
Mas assim que terminou de se lavar, percebeu que a dor estava ainda pior.
Ao chegar à porta, doía tanto que ela nem ousava respirar fundo, então arrastou-se até a porta do quarto principal e bateu.
— Francisco...
A voz estava baixa, e as batidas foram fracas, mas suficientes para ele escutar.
Mas lá de dentro não veio som algum.
"Toc toc!" Claudia bateu mais uma vez, e desta vez a porta do quarto finalmente se abriu.
Mas quem apareceu na frente dela foi o rosto de Sophia.
Claudia ficou estática, a mente em branco por um instante.
Francisco a expulsou na noite anterior só para ficar com Sophia no quarto?
Ela já tinha lido na internet sobre maridos que ainda dormiam com as mães, e sempre achou que fosse mentira, mas agora algo do tipo estava acontecendo com ela.
A sensação era de ter um espinho preso na garganta.
Sophia deu um bocejo preguiçoso e franziu as sobrancelhas. — Cunhada? Está procurando o Francisco? ...Ele deve ter ido para a sala de jantar.
No fim, ainda fez questão de explicar: — Eu já dormia aqui antes, principalmente quando não me sentia bem. Ontem o Francisco ficou com medo que o mal-estar afetasse o bebê...
— Não precisa me dizer nada — Claudia inspirou levemente e interrompeu.
A ideia de que outra pessoa havia dormido na sua cama de casada com Francisco, e ainda por cima a pessoa que seu marido guardava no coração, fazia com que ela se sentisse suja, e aquilo era pior do que a dor de barriga.
Sophia resmungou um "ah", não deu atenção, voltou para dentro e fechou a porta.
O coração de Claudia ficou devastado. Ela inspirou fundo para aliviar a dor e desceu as escadas devagar.
Ainda bem que, ao chegar no andar de baixo, a dor pareceu diminuir um pouco. Claudia deu uma olhada em Francisco na sala e saiu direto.

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