Francisco ouviu Claudia mencionar a palavra “acordo”. Mas nunca imaginou que ela falava sério. Pensou que ela só queria tirar alguma vantagem para a família Ferreira e fazer a sua mãe assinar algum papel
Não ligou pra isso.
Um tempo depois, ele levantou do sofá e subiu. — Vou trocar de roupa.
Claudia trouxe a sopa para a sala de jantar e, ao voltar para chamar Sophia, a sala estava em silêncio.
As duas conversavam não se sabe o quê, em voz bem baixa, e calaram a boca na mesma hora quando ela apareceu.
Sophia olhou para ela, com aquela voz mansa: — Cunhada, eu estava morrendo de vontade de tomar a sopa que você faz. Faz só dessa vez hoje, por favor?
Claudia já tinha provado a sopa da mesa e estava muito boa.
Sophia só estava a fim de fazê-la trabalhar.
— Hoje estou exausta — Claudia foi sincera. — E tenho um assunto pra tratar com o seu irmão.
Sophia revirou os olhos por dentro ao ver ela usar o Francisco como desculpa.
Helena, por outro lado, ficou tensa; ela olhou para Sophia e a empurrou para a sala de jantar para provar a sopa.
Então foi até Claudia e disse em voz baixa: — Não fala de divórcio pro Francisco. Esses dias ele tá com a cabeça toda na Sophia e na criança.
— Deixa que eu cuido disso.
Na verdade, eles vinham escondendo isso de Francisco o tempo todo.
Francisco não fazia ideia daquele acordo.
Era Helena quem não ia com a cara de Claudia. Achava ela horrorosa, achava que manchava a honra dos Couto, e só quis usá-la para curar Francisco e depois chutar logo de lá.
Mas Francisco prezava pela lealdade, e Helena temia que ele recusasse, então precisava pensar bem antes de falar para evitar briga.
Ouvindo isso, Claudia ficou mais tranquila. Ela concordou com a cabeça e subiu.
Pelo cansaço, Claudia não pensou muito na hora. Empurrou a porta do quarto principal por hábito e sentou no sofá pra descansar.
Quando Francisco chegou perto, ela só então lembrou que devia ter ido para o quarto de hóspedes.

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