Havia não apenas um artigo, mas uma série deles, com vídeos disseminados por portais de notícias, revistas de fofoca e contas online.
Clark, por sua vez, mostrou-se arrependido.
— Me perdoe, Lassa. Eu devia ter te escutado quando você me deteve da primeira vez. Não devia ter tentado te beijar de novo, ainda mais em um lugar público. Prometo que vou dar um jeito de tirar tudo do ar o mais rápido possível. Vou usar todos os recursos que puder para...
— Clark... Clark... Clark! — Chamou Thalassa, com firmeza, interrompendo o discurso dele. — Está tudo bem.
— O quê? Eu achei que você ficaria chateada comigo.
Thalassa apertou os lábios.
— Não estou. E você não precisa se preocupar em mandar retirar nada.
— Mas... Não se incomoda que as pessoas estejam dizendo que temos um relacionamento quando isso não é verdade?
— Clark, eu já estava ciente das consequências de expor minha identidade. Sei que, daqui em diante, os paparazzi não vão parar de invadir meu espaço. — Respondeu Thalassa com calma.
Não era a primeira vez que fotos suas eram tiradas. A única diferença era que, normalmente, os paparazzi não se escondiam. Por isso, embora fosse estranho, não chegava a ser surpreendente.
— Confesso que pensei que você fosse se irritar comigo. Ainda assim, obrigado por reagir de maneira tão tranquila. — Disse Clark, ainda atônito. — De qualquer forma, ainda vou tentar tirar tudo do ar.
Sem compreender a razão de tanta insistência, Thalassa deixou escapar um suspiro frustrado.
— Clark, é só olhar em volta, há artigos e vídeos em todo lugar. Qualquer esforço seu para tirar tudo seria em vão. Acredite, não me afeta. Minha vida privada não é assunto de ninguém. Eles podem especular à vontade, mas a verdade não muda: não há absolutamente nada entre nós.
— O que mais poderia ter respondido? Fui sincera: expliquei que não poderíamos ficar juntos, já que nunca tive a intenção de entrar em outro relacionamento.
— Ai, amiga… — Grunhiu Luisa. — Mas o que você sentiu quando ele te beijou?
— Nada. — Respondeu Thalassa com um leve dar de ombros.
Nos breves segundos em que levou para afastar Clark, ela aguardou. Esperou pela faísca, pelo arrebatamento, pelas borboletas no estômago. No entanto, nada veio, ainda mais se comparado ao que sentira quando estivera com Kris...
Assim que a lembrança surgiu, ela a reprimiu sem hesitar. "Não! Nem mesmo quando Kris a beijou no banheiro da boate houve qualquer sentimento. Nada, nada mesmo!"
Ali, ao lado, Luisa apenas balançou a cabeça, convencida de que Thalassa tinha endurecido por dentro a tal ponto que homem nenhum conseguiria quebrar aquela barreira.

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