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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 222

Os olhos de Cynthia se arregalaram em incredulidade diante da audácia dela.

— Você não tem vergonha, Karen. Depois de tudo o que fez, ainda tem a ousadia de reivindicar esse título para si?

Susan cruzou os braços sobre o peito.

— Não se preocupe, tia. Que ela tagarele o quanto quiser. — Então lançou um olhar gélido para Karen. — Se você e sua filha não estiverem fora daqui até amanhã, preparem-se para serem expulsas à força.

No entanto, antes que ela tivesse chance de responder, uma voz suave atravessou o ambiente.

— Karen.

Todos se viraram ao mesmo tempo e avistaram Rita se aproximando, com o rosto pálido mas controlado, e Cynthia, ao fixar os olhos nela, sentiu a raiva arder de novo.

— Rita. — Disparou, com a voz carregada de desprezo. — Tem ideia do que sua filha aprontou? Da vergonha que jogou sobre esta família? Ela nos reduziu a completos tolos... — A voz dela se elevou, mas Rita a interrompeu, falando com suavidade.

— Sim. — Disse, com a voz tensa e os olhos fixos no rosto coberto de lágrimas da filha.

Cynthia estreitou os olhos.

— Você sabia? Já sabia da farsa da sua filha? — Ela riu com desdém, com o tom encharcado de escárnio. — Caramba, e eu que pensei que você fosse uma mulher decente. Foi para isso que criou a sua filha? Para ser uma prostituta e enganar homens?

Rita quis se defender, explicar que só descobrira recentemente e que estava tão chocada quanto eles, mas sabia que seria inútil… Eles a julgariam de qualquer forma.

Em seguida, Cynthia levantou as mãos e sacudiu a cabeça, tomada pelo nojo.

— Deus nunca me concedeu filhos, mas, se tivesse concedido, eu os teria criado do jeito certo. — Com isso, virou nos calcanhares e deixou a sala, enquanto o rosto de Rita se contorcia de dor, como se cada palavra tivesse se transformado em feridas vivas.

Susan, por sua vez, deu um passo à frente, com um sorriso de escárnio.

— Já que você apareceu, talvez seja melhor levar sua filha e a criança antes que sejamos nós a colocá-las para fora. — Depois se afastou, com Tyler logo atrás, deixando Karen e Rita sozinhas na sala.

Ela se aproximou da filha, estendendo a mão para tocar-lhe o braço com delicadeza.

— Karen… Você está bem?

No entanto, esta recuou de forma brusca, como se o simples toque da mãe a queimasse, e seus olhos marejados faiscaram entre a raiva e a dor.

— Não me toque! — Disparou, com a voz embargada. — Como ousa sequer aparecer aqui?

Com o coração em frangalhos, Rita deixou a mão cair inerte ao lado do corpo e, fitando a filha, respirou fundo.

— Karen. — Começou em tom suave. — Eu vim porque você é minha filha e eu te amo.

De imediato, Karen ergueu a cabeça com um movimento brusco, com o rosto distorcido pela fúria.

— Como se atreve a falar de amor? — Gritou, a voz cortante. — Você me traiu, mãe! Eu implorei para que não contasse nada ao Kris, mas ainda assim você contou! Você arruinou a minha vida!

Ela estremeceu, sem dar um passo atrás, e, mesmo entre a dor, o olhar de Rita ganhou uma suavidade resoluta.

— Eu jamais amei o Henry, mãe. O único que sempre amei foi o Kris, durante toda a minha vida. Só que o Henry... Ele soube me dar a atenção que eu merecia, me fez sentir desejada, e me fez sentir valorizada…

O coração de Rita se despedaçou diante da frieza cruel da filha, que não demonstrava nem remorso nem arrependimento pelo estrago cometido.

— Karen... — Murmurou Rita, com a voz carregada de dor.

No entanto, ela acenou com a mão em desprezo.

— O que você ainda está fazendo aqui? Vá embora logo.

Rita permaneceu imóvel por um instante, procurando no rosto da filha algum traço da menina que um dia segurara nos braços. Mas, no fim, não encontrou nada… Apenas um muro de raiva e ressentimento.

— Posso ao menos ver a Tessa? — Pediu baixinho.

O semblante de Karen se endureceu ainda mais.

— Não. — Respondeu, cruel de propósito. — Esqueceu o que eu disse que aconteceria se me traísse? A partir de agora, você está morta para mim... E para a Tessa. Não quero mais nada com você. Nunca mais!

Rita perdeu o fôlego, sentindo as palavras como um soco, e piscou insistentemente para não chorar, com o coração mais uma vez se despedaçando dentro do peito.

— Karen... — Começou, mas percebeu que não havia mais nada a dizer.

E com o coração em frangalhos, virou-se e saiu devagar da sala, sentindo os ombros caídos sob o peso da dor.

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