Susan engoliu em seco, com os olhos arregalados enquanto gaguejou:
— Você já saiu da prisão?
Ainda assim, Kris manteve o olhar cortante sobre as malas empilhadas na sala de estar, e sua voz, quando escapou, veio baixa e carregada de letalidade:
— O que diabos está acontecendo aqui?
Ela se recompôs rapidamente, cruzando os braços de modo defensivo.
— Estamos fazendo o que já deveria ter sido feito há muito tempo. — Respondeu friamente. — Estamos expulsando Karen e a filha dela desta casa.
O maxilar de Kris se contraiu com força.
— O que fez vocês pensarem que tinham o direito de fazer isso?
Susan o encarou com incredulidade, com os olhos semicerrados.
— O que quer dizer com isso? — Retrucou, com a voz subindo de tom. — Todos já sabemos a verdade, Kris: a Tessa não é do nosso sangue, não faz parte desta família e não pertence a este lugar.
Kris nem teve tempo de responder, porque Tessa disparou até ele e se chocou contra o seu corpo, agarrando-se à perna dele enquanto choramingava:
— Papai...
Kris se ajoelhou de imediato e a envolveu em um abraço feroz, pressionando os lábios contra o topo da cabeça dela enquanto sussurrava:
— Está tudo bem, meu amor, o papai está aqui.
Em seguida, ele ergueu a cabeça, com os olhos em chamas ao encarar sua família.
— O que vocês disseram à minha filha para fazê-la chorar desse jeito?
Tyler o fitou como se ele tivesse perdido a razão.
— Filha? — Zombou. — Já dava para perceber que você não estava bem, mas a prisão deve ter te deixado fora de si de uma vez por todas. Se continua tratando-a assim após tudo o que a Karen fez contra você...
Thalassa avançou, cortando-o com uma voz gelada como gelo.
— As ações de Karen não justificam esse tipo de tratamento contra uma criança inocente. — Disse, lançando-lhes um olhar fulminante. — Porque ela não fez nada de errado.
Era quase impossível para ela esconder o nojo diante da expressão orgulhosa que eles exibiam pelo que estavam fazendo.
Logo, a irritação de Susan transbordou, e ela marchou até Thalassa, fervendo de raiva.
— Você tem muita coragem de aparecer aqui depois de tudo o que fez, já que é a responsável por nossa mãe estar na cadeia há quase duas semanas. Como ousa mostrar a cara neste lugar?
Susan ergueu a mão, prestes a esbofeteá-la, mas Thalassa foi mais rápida e agarrou o pulso dela, apertando com tanta força que Susan se contorceu de dor.
— Nem pense nisso. — Advertiu Thalassa, com a voz baixa e perigosa. — Se me tocar, vai se arrepender.
Ao soltar a mão de Susan e deixá-la pender, enfrentou a fúria estampada nos olhos dela, que em seguida voltou-se para Kris.
— Não acredito que você não está me defendendo. Só estávamos tentando ajudar, livrando você de Karen e da filha dela, e você sequer consegue valorizar isso!
Kris a ignorou completamente, concentrando-se apenas em Tessa, que o olhava com lágrimas nos olhos.
— Papai. — Murmurou baixinho. — É verdade que você não é meu papai?
Ao escutar aquelas palavras, o coração de Kris se contorceu em dor, e ele balançou a cabeça, envolvendo o rostinho dela com as mãos em um gesto delicado.
— Claro que sou seu papai, meu anjinho. — Disse com doçura. — E sempre serei seu papai.
Ainda assim, a voz dela vacilou e seus lábios estremeceram.
— Então... Você não me odeia?



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