O ar na sala de espera do hospital estava sufocante de tanta tensão.
Thalassa permanecia encostada em Kris, com a cabeça pesada sobre o ombro dele, enquanto Luisa estava sentada ao lado de Alden, apertando a mão dele com força.
Depois de algum tempo, a voz de Luisa rompeu o silêncio:
— Como é possível um transporte de presidiário ser interceptado? Não existem protocolos para impedir isso?
Alden assentiu lentamente, com a expressão carregada.
— Existem, mas as autoridades não são infalíveis, porque algumas vezes algo escapa pelas brechas, e em outras... Todos simplesmente são pegos de surpresa.
Os olhos de Luisa se estreitaram enquanto seus pensamentos se agitavam.
— E se... E se ela não foi sequestrada? E se foi uma fuga? O que poderia acontecer nesse caso?
Kris soltou o ar com força, apertando o maxilar.
— Se ela fugiu, então já deve estar fora do país, pois a prisão era o pior pesadelo dela e não perderia a chance de escapar disso.
Luisa desabou contra Alden, visivelmente exausta com o corpo tremendo. Alden a envolveu com o braço e a puxou para perto.
— Você precisa descansar, amor. — Murmurou com suavidade. — Porque você já está no limite.
Luisa balançou a cabeça com firmeza.
— Eu não posso ir embora. Ainda não. Não até saber se a Juana está bem.
Thalassa se mexeu e ergueu a cabeça do ombro de Kris. O rosto estava pálido, e o cansaço estampado em cada traço.
— O Alden tem razão, Luisa. — Disse ela com voz baixa. — Você precisa descansar. Não adianta todos nós ficarmos aqui a noite inteira. Pode ir. Eu fico.
A testa de Kris se franziu com o seu comentário.
— Eu discordo. Você também precisa descansar, Lassa, e ficar aqui não vai mudar o estado da Juana. Deixa que eu te levo para casa e a gente volta amanhã.
Thalassa negou com firmeza.
— Eu não posso sair. A Juana arriscou a vida dela para me salvar, então quero estar aqui caso ela acorde e precise de mim. — Fez uma pausa, com a voz trêmula. — Você deveria ir, Kris.
O olhar dele suavizou, mas a voz saiu firme.
— Nem pensar. Eu vou ficar. Não vou te deixar sozinha esta noite.
Então, Thalassa se voltou para Luisa.
— Por favor, vá. Descanse um pouco. Se tiver novidades, eu te ligo.
Com relutância, Luisa assentiu e deixou que Alden a ajudasse a se levantar, movendo-se devagar, como se cada passo fosse arrastado pelo cansaço. No instante em que se viravam para sair, paramédicos invadiram a sala de espera empurrando uma maca, onde enfermeiros correram ao encontro deles, falando com urgência.
Thalassa, num impulso, enterrou o rosto no peito de Kris, recusando-se a ver mais alguém lutando pela própria vida, mas o suspiro agudo de Luisa a fez congelar.
— Espera... É ela? — A voz de Luisa tremia. — Meu Deus, é a Rita?
A cabeça de Thalassa se ergueu num rompante, os olhos se arregalando enquanto o sangue sumia de seu rosto. O coração batia com violência no peito, recusando-se a aceitar o que via, até que avistou Bridget correndo atrás dos paramédicos.

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