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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 282

Thalassa se sentou na dura cadeira de plástico encostada à parede da UTI onde Rita estava internada, com as mãos fortemente entrelaçadas no colo. O cheiro estéril de desinfetante enchia suas narinas, mas ela já mal percebia isso, pois sua atenção estava toda voltada para a figura frágil deitada na cama.

Rita estava cercada por máquinas: um monitor cardíaco que apitava de modo constante, um soro que alimentava o corpo enfraquecido e uma cânula nasal que levava oxigênio por tubos finos até o rosto pálido.

Ela sempre fora tão forte e cheia de vida, mas vê-la assim, imóvel e vulnerável, fazia o peito de Thalassa doer profundamente.

As máquinas que a mantinham viva pareciam intrusivas, frias e mecânicas, tão diferentes da mulher calorosa e amorosa que sempre fora seu pilar em tantos momentos.

Ela esfregou os olhos cansados. Não havia pregado o olho desde a noite anterior, mas dormir era a última coisa em sua mente, porque seu olhar voltava para Rita a cada instante, na esperança de algum movimento e nada acontecia.

Uma batida suave soou na porta, arrancando-a de seus pensamentos. Então se virou e viu Kris entrando, ainda com as mesmas roupas do dia anterior, com a gravata estava afrouxada, o cabelo desalinhado e olheiras escuras que marcavam seus olhos cansados.

— Oi. — Cumprimentou ele com a voz baixa.

Thalassa se levantou e caminhou até ele, envolvendo a cintura dele num abraço apertado. Ele então beijou sua testa e acariciou suas costas com delicadeza.

— Como ela está? — Perguntou.

— Ela ainda não acordou. — Sussurrou Thalassa. — Eu não aguento vê-la assim. Ela parece tão... Tão indefesa.

— Eu sei. — Murmurou Kris. — Eu sei o quanto ela significa para você. E sinto muito que esteja passando por tudo isso.

O aperto de Thalassa nele aumentou.

— Eu não quero perdê-la, Kris. Eu não suportaria...

Kris afastou-se um pouco, segurando o rosto dela entre as mãos para que ela o encarasse.

— Você não vai. Ela é forte, assim como você.

Antes que ela pudesse responder, o apito constante do monitor cardíaco acelerou subitamente, emitindo um som agudo e alarmante. Então Thalassa virou para Rita num reflexo e o corpo dela começou a se agitar, com as mãos se contraindo e o peito subindo e descendo de forma desordenada.

— Mãe? — Arfou Thalassa.

Com o corpo de Rita tremendo levemente Thalassa ficou paralisada pelo pânico. Os braços de Kris se afastaram dela quando ela correu para a porta.

— Eu vou chamar o médico!

Antes que chegasse à porta, ela se abriu de repente e o médico entrou às pressas com duas enfermeiras.

— Vocês precisam sair. — Disse ele com firmeza, já se aproximando da cama de Rita.

— Mas...

— Por favor. — Pediu o médico.

Kris pousou a mão nas costas de Thalassa e a guiou para fora do quarto, embora ela não parasse de olhar por cima do ombro, com o coração disparado. No corredor, começou a andar de um lado para o outro, abraçando o próprio corpo como se tentasse se manter inteira.

"Por que os monitores tinham disparado daquele jeito? Deus, ela nem queria pensar nisso!"

Bridget, Alden e Luisa surgiram momentos depois, com os rostos marcados pela preocupação. Então Bridget correu para a frente.

— Eu vi os médicos correndo para cá. O que está acontecendo?

Os lábios de Thalassa se entreabriram, mas nenhuma palavra saiu, apenas balançou a cabeça, impotente, e continuou a andar de um lado para o outro.

O grupo mergulhou num silêncio tenso, com cada minuto se arrastando como uma eternidade. As unhas de Thalassa se cravavam nas palmas das mãos enquanto ela esperava, com o coração pesado de medo, até que finalmente a porta se abriu e o médico saiu. A expressão em seu rosto não trouxe nenhum alívio.

— Como ela está? — Disparou Bridget, com a voz aguda e trêmula.

Os olhos de Rita se abriram quando eles se aproximaram, e um sorriso fraco curvou seus lábios.

— Minha querida. — Murmurou ela com voz frágil. — Você veio me ver.

Thalassa engoliu em seco, forçando um sorriso.

— Claro, mãe.

— Há quanto tempo você está aqui?

— Há algumas horas.

A mão de Rita se moveu levemente sobre o lençol, e Thalassa se inclinou para frente, segurando-a com cuidado. — Como você está se sentindo?

— Eu não estou com dor. — Sussurrou Rita. — Se é isso que você quer saber.

Os lábios de Thalassa tremeram e ela olhou para Kris antes de falar de novo.

— Mãe, quem te atacou? Por favor, nos diga…

Os olhos de Rita se voltaram para Kris, hesitantes. Kris assentiu, com a voz baixa e firme.

— Está tudo bem, Rita. Você pode nos contar.

O coração dele batia com força, enquanto ele prendia a respiração à espera da resposta.

Depois de um longo silêncio, a voz de Rita irrompeu ao sussurrar:

— Foi um homem mascarado. Ele... Ele disse que... Que foi a sua mãe quem o mandou.

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