Diante da revelação de Rita, Kris engoliu em seco, sentindo a garganta apertada. Ele achou que deveria sentir choque ou raiva, mas não sentiu nada disso, nem mesmo decepção.
Tudo o que ele sentiu foi uma tristeza esmagadora e um vazio no peito que dificultava respirar, porque, no fundo, ele já sabia... Sempre soubera que sua mãe estava por trás daquilo.
"Mas será que era pedir demais que, ao menos uma vez, ela provasse não ser um monstro? Até onde Linda poderia chegar com as suas atrocidades?"
Seu maxilar se contraiu enquanto ele olhava para a forma frágil de Rita, com a pele pálida e a respiração superficial.
— Sinto muito. — Sussurrou, com a voz quebrando sob o peso da culpa. Então, aproximou-se mais de Rita, hesitando antes de tocar de leve a mão dela. — Me desculpe. Você não merecia isso. Nada disso. — Sua garganta ardia enquanto ele forçava as palavras a saírem. — Eu prometo que vou conseguir justiça por você.
Os olhos de Rita se abriram levemente, o olhar turvo mas ainda quente. Ela lhe deu um sorriso tênue, a voz fraca e rouca ao murmurar:
— Do que você está se desculpando, bobinho? Nada disso é culpa sua.
Kris piscou, pressionando os lábios um contra o outro para tentar se manter firme.
— Ninguém. — Continuou Rita, com a voz tremendo com esforço. — Deveria carregar o peso dos pecados de outra pessoa. Portanto, não deixe... Isso pesar... Sobre você, Kris. Por favor.
Thalassa, por sua vez, tremia de raiva contida, mas sabia que precisaria lidar com isso depois, não ali, diante de Rita naquele momento crucial.
Seu coração se partia de novo a cada vez que Rita falava, com a voz tão frágil e fraca que parecia consumir pedaços de sua força a cada palavra.
O olhar de Rita se voltou para Thalassa com os lábios sem forças num sorriso tênue.
— E a Karen?
Thalassa hesitou, com a voz mal audível ao responder:
— A Bridget tentou ligar para ela... Muitas vezes. Porém, ela não atendeu nenhuma...
Um riso fraco escapou de Rita, seguido de uma tosse que sacudiu seu corpo frágil, fazendo uma leve careta antes de murmurar:
— Eu queria... Pedir para você trazê-la aqui. Mas duvido que ela chegue a tempo. Provavelmente estarei morta antes disso.
— Não diga isso… — Soltou Thalassa, com a voz embargada, lutando para conter as emoções. — Por favor, não fale assim. Você não vai a lugar nenhum, mãe. Você vai superar isso.
O sorriso de Rita vacilou enquanto as pálpebras se fechavam um pouco.
— Ah, minha menina querida... Eu conheço meu corpo. Ele está cansado… Ele está... Pronto. — A respiração dela ficou mais lenta, com a voz quase num sussurro. — Não se preocupe. Eu estou tranquila... Eu só estou feliz... Por você estar aqui.
Thalassa não aguentou mais. Seu rosto desmoronou enquanto novas lágrimas escorriam pelas bochechas. Ela se inclinou, a voz tremendo ao sussurrar:
— Eu não quero que você vá. Eu preciso de você, mãe. Eu preciso de você…
Nesse instante, a mão de Rita se ergueu com fraqueza, com os dedos roçando na face de Thalassa.
— Eu sempre estarei com você. — Murmurou e seus lábios tremeram para formar o sorriso. — Mas... Há uma coisa da qual me arrependo.
As sobrancelhas de Thalassa se franziram enquanto ela se inclinava mais.
— O que seria?
— Nunca ter conhecido meu neto.
Thalassa apertou os lábios, sentindo a culpa cortar seu coração ao se lembrar do entusiasmo de Rita dois dias antes para finalmente conhecer Alex.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta!