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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 285

As mãos de Thalassa tremiam ao lado do corpo enquanto suas palavras furiosas pairavam no ar. Com o peso do que acabara de dizer e do que havia admitido querer fazer, enchendo o ambiente de um silêncio carregado de choque.

Luisa pousou uma mão suave sobre o ombro dela, com a voz trêmula de preocupação.

— Thalassa... Por favor, não fale assim. Você não está falando sério.

Mas o olhar frio e implacável que Thalassa lançou a atravessou como uma lâmina.

— Estou falando sério. — Rosnou, com a voz baixa e firme como aço. — Eu quero matar essa mulher. Estaria fazendo um favor ao mundo se acabasse com alguém tão podre quanto Linda Miller! Ela é um desperdício de ser humano.

Luisa engoliu em seco, sentindo um calafrio subir pela espinha. Já tinha visto Thalassa com raiva antes, mas nunca tomada por esse tipo de fúria assassina, e aquilo a assustava.

— Eu sei que você está abalada. — Disse Luisa, tentando manter a voz serena apesar do medo. — E tem todo o direito de estar com raiva, mas essa não é você. Você não é uma assassina, Lassa. Você não é como a Linda Miller.

Thalassa afastou a mão de Luisa com um movimento brusco. O maxilar dela se contraiu, e os olhos arderam com fúria.

— Talvez esse seja o problema. — Retrucou num tom baixo e amargo. — Talvez eu não tenha sido implacável o suficiente para enfrentá-la de igual pra igual. É por isso que ela continuou se aproveitando de mim. Se eu tivesse sido tão cruel quanto ela, teria trancado aquela mulher num buraco tão fundo que ninguém jamais a encontraria. A Rita ainda estaria viva se eu tivesse feito isso…

A voz dela falhou ao pronunciar o nome de Rita, mas ela seguiu em frente.

— E não, isso não me tornaria igual à Linda, porque ela está muito longe de ser inocente.

Os olhos de Luisa se arregalaram, com o coração batendo forte no peito.

— Mas Lassa, ainda assim seria um crime. Se você fizer algo assim, vão te prender.

Thalassa deu de ombros, com um tom gélido.

— Existem maneiras de sumir com uma pessoa sem que ninguém jamais descubra.

— Chega! — Gritou Luisa. — Você está me assustando, Thalassa. Isso não é você. Está me dando arrepios!

No entanto, a expressão de Thalassa permaneceu dura e inflexível.

— Pense no Alex. — Sussurrou Luisa desesperadamente, sem saber mais o que dizer. — O que ele pensaria se soubesse que você fez algo assim?

A menção de Alex foi como um tapa no rosto de Thalassa. O ar lhe faltou por um segundo, e ela lançou um olhar cortante para Luisa.

— Não traga o Alex para isso.

— Eu preciso trazer. — Insistiu Luisa. — Porque o que você está pensando em fazer... Você conseguiria contar pra ele com orgulho algum dia?

O peito de Thalassa se movia com dificuldade, e a respiração dela estava descompassada, com o corpo inteiro tremendo. Do outro lado da cama, Bridget se aproximou em silêncio. Tomou as mãos de Thalassa entre as suas, o rosto banhado por lágrimas e cheio de ternura.

— A Luisa tem razão. Isso não é você, querida. Eu também quero que aquela mulher pague, quero mesmo, mas esse não é o caminho. Você pode conseguir a justiça que a Rita merece sem se tornar como aquela mulher podre.

Por um instante, a expressão dura de Thalassa permaneceu intacta. Mas então, a muralha desabou e seu rosto dela se contorceu em dor, e um soluço escapou. Bridget a puxou para um abraço, e Thalassa chorou, enquanto a raiva se dissolvia em tristeza.

— Eu sinto muito… — Murmurou Thalassa em meio às lágrimas. — Eu sinto muito mesmo... Eu não queria assustar vocês.

Bridget acariciou suas costas com doçura.

Juana franziu a testa, balançando a cabeça. Thalassa e Luisa trocaram olhares, com o coração apertado pela culpa.

O médico repetiu o movimento, e dessa vez, Juana fechando ainda mais a face antes de dizer:

— Por favor, faça de novo.

Ele tocou o pé mais uma vez e os olhos de Juana se arregalaram um pouco.

— Eu senti. — Disse ela, com a voz fraca, mas tomada de surpresa e esperança.

— Tem certeza? — Perguntou o médico.

— Está muito sensível. — Admitiu Juana. — Mas sim, eu senti.

— Poderia fechar os olhos, por favor? Às vezes os pacientes sentem estímulos fantasmas, então preciso me certificar.

Juana obedeceu, mantendo o semblante sereno, embora claramente esperançosa e o médico continuou com mais algumas batidas antes de perguntar:

— Quantas vezes eu toquei?

— Quatro. — Respondeu ela com firmeza, abrindo os olhos no mesmo instante.

O médico sorriu com entusiasmo.

— Isso é excelente. Ou eu superestimei a gravidade do trauma nas suas pernas, ou você é uma verdadeira guerreira. O inchaço da concussão está diminuindo e, nesse ritmo, com fisioterapia, acredito que você estará andando novamente em apenas algumas semanas.

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