Kris balançou a cabeça lentamente, com os lábios se curvando em repulsa enquanto encarava o homem à sua frente, sem conseguir acreditar que um dia havia considerado aquele canalha como um amigo.
— Você nunca passou de um parasita. Para você, tudo gira em torno do dinheiro, não é?
Henry deu de ombros com indiferença, embora o sorriso arrogante em seu rosto denunciasse o quanto se sentia superior.
— Poupe-me do sermão, Kris. O dinheiro move o mundo. Você, mais do que ninguém, deveria saber disso a essa altura.
Thalassa avançou, estreitando os olhos com firmeza.
— Está disposto a vender a própria filha por um bilhão de reais? É isso o que ela vale para você?
Ele deu outro leve movimento de ombros, visivelmente despreocupado.
— Bem... — Disse, acariciando o queixo de forma debochada. — Agora que mencionou, não me importaria se aumentassem a oferta. Vamos fechar em dois bilhões. Agora quero dois bilhões. — Seu sorriso se alargou como se tivesse acabado de fechar o melhor negócio da vida.
Ao ouvir isso, as mãos do Kris se cerraram ao lado do corpo, e a força que precisou fazer para não socar Henry novamente fez seus músculos latejarem.
— Você está completamente louco se acha que vai receber um centavo sequer de nós. — Cuspiu.
Henry deu uma risada baixa, balançando a cabeça.
— Ah, não, Kris. Eu não estou louco. Apenas aprendi com os melhores. Você se lembra da sua adorável mãe, não é?
Ele se inclinou ligeiramente, baixando a voz para um sussurro zombeteiro.
— Quando sua mãe descobriu que Tessa não era sua filha biológica, sabe o que ela fez? Exigiu dois bilhões de reais para ficar calada. Dois bilhões. Uma mulher astuta e ardilosa. Que o diabo tenha piedade da alma negra dela.
O ambiente mergulhou em um silêncio tenso e sufocante. O corpo de Kris ficou rígido, e sua respiração passou a sair em rajadas controladas, enquanto ele lutava para manter o controle.
Então, ele deu um passo à frente, com a voz baixa e mortal.
— Saia. Eu me recuso a negociar minha filha como se ela fosse uma mercadoria.
Henry, no entanto, permaneceu impassível, mantendo o sorriso firme.
— Não seja tolo, Kris. Isso não é uma simples transação. Estou fazendo o que é melhor para Tessa. Você quer que ela tenha paz e felicidade, não quer? Vocês são bilionários, portanto dois bilhões não são nada para vocês. É um preço pequeno a pagar para me tirar da vida de vocês de uma vez por todas.
Nesse instante, Kris avançou mais um passo, com a fúria transbordando em cada linha tensa de seu corpo.
— Saia antes que eu perca o último resquício de controle e quebre seu nariz de novo.
Por um breve instante, a valentia de Henry vacilou, e ele recuou diante da lembrança do soco que recebera semanas antes, mas forçou-se a recuperar a compostura e endureceu a expressão.
— Muito bem. — Rosnou, ajeitando o paletó. — Já que estão rejeitando minha oferta, preparem-se para enfrentar as consequências. Nos vemos no tribunal.
Ele se virou para sair, mas a voz de Thalassa o deteve.
— Espere.
Henry girou nos calcanhares, erguendo as sobrancelhas com falsa curiosidade.
— O que foi agora?
— Nós vamos te dar o dinheiro.
O sorriso dele retornou, mais largo e presunçoso do que nunca.
— Sabia que você acabaria cedendo. Mulher esperta. — Ele esfregou as mãos com entusiasmo. — Então me explica, como você pretende fazer isso funcionar?
Thalassa manteve a calma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta!