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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 39

Assim que saiu da sala de Thalassa, Luisa foi até a mesa de Juana, a secretária.

Foi então que, de repente, sentiu um olhar fixo nela, cuja intensidade foi tamanha que os pelos de sua nuca se arrepiaram. Sem pensar, virou a cabeça e se deparou com o homem que antes estava ao lado de Kris.

Ele, por sua vez, empalideceu, visivelmente envergonhado por ter sido flagrado, enquanto Luisa o encarava com desconforto.

Ao perceber que fora pego, Alden resolveu se aproximar, lançando um sorriso que Luisa não retribuiu.

— Oi, eu sou Alden. Alden Richards. — Disse ele, estendendo a mão.

Luisa apenas olhou para a mão estendida e depois desviou o olhar.

— Ok.

Alden ficou desconcertado diante de tanta frieza e, tentando disfarçar o embaraço por ter sido ignorado, riu baixinho.

— Sou amigo do Kris. — Explicou.

Com isso, a expressão de Luisa azedou ainda mais.

— Acredite, isso não é algo para se orgulhar.

— Não... O quê... Eu não quis dizer… — Alden franziu a testa, confuso, até que tudo fez sentido. — Ah.

"Então era por isso. A antipatia dela vinha do fato de ele ser amigo de Kris?"

O calor tomou conta de seu corpo ao vê-la desviar o olhar e, embora estivesse acostumado a mulheres bonitas, nenhuma o havia atingido tão rápido e com tamanha simplicidade.

— Quer que eu tire uma foto com você? — Luisa disparou, voltando a encará-lo. — Assim você pode me encarar toda noite antes de dormir.

Alden ficou ainda mais vermelho. "Droga, Kris!" Se não ele tivesse vindo ontem dizer aquelas barbaridades à Thalassa, talvez a amiga dela não estivesse o tratando com tanto desdém.

— Me desculpa. Não queria te deixar desconfortável. — Disse ele. — É só que…

— Se for para dizer que sou a mulher mais linda que já viu ou mandar alguma cantada clichê, nem continue. Eu tenho namorado.

Com essa revelação, o peito de Alden pareceu murchar, pois havia tempos que não encontrava uma mulher que realmente despertasse seu interesse, e ela já estava comprometida.

Enquanto falava, o celular de Luisa começou a tocar. Ao ver o nome na tela, ela sorriu antes de atender e se afastar para ter privacidade.

— Amor… — Disse suavemente, feliz por ele ter ligado. Mas a voz áspera do outro lado destruiu toda a empolgação.

— Acabei de te ver na TV, numa coletiva com sua amiga. Você está em Baltimore? — Esbravejou Victor. — Por que não me avisou?

Logo, Luisa sorriu com amargura.

— Estou fora há cinco dias, Victor. Irônico, não? Sou sua namorada e você está descobrindo isso só agora.

— Não tenta bancar a esperta comigo, Luisa. Por que não me contou? — Ele retrucou, irritado.

— Eu tentei várias vezes antes de viajar. E tentei de novo cada vez que te liguei. Mas sabe o que acontece? Você está sempre ocupado e diz que vai retornar... Mas nunca retorna.

Era irônico, pois ela havia investido o próprio dinheiro na empresa de Victor, a mesma que o fizera alcançar o sucesso atual, e, ainda assim, ele usava aquilo como desculpa constante.

— Você nem pediu minha permissão antes de realmente partir. — Acusou Victor. — Quero você de volta em Nova York em dois dias, Luisa. Caso contrário, esqueça nosso relacionamento.

Diante de sua ameaça, Luisa sentiu o peito apertar. "Por quanto tempo se esforçara para agradá-lo a ponto de ele achar que podia pisar nela assim?" Mas ela havia chegado ao limite.

— Ok. — Disse apenas, antes de encerrar a chamada.

Segundos depois, o celular voltou a tocar. Então, Luisa atendeu.

— O que você quis dizer com "ok"? Vai voltar ou não?

Sem responder, ela desligou novamente, decepcionada consigo mesma por sequer ter cogitado que Victor pudesse, algum dia, pedir desculpas. Até porque, ele nunca havia feito isso antes.

Quando o celular tocou outra vez, ela rapidamente ativou o modo "não perturbe", pois, embora quisesse chorar, sabia que precisava se controlar.

Inspirando fundo, retornou até a mesa de Juana, onde Alden ainda estava parado.

Thalassa exalou o ar com força, indignada.

— Vai dizer agora que não viu? Mesmo depois de responder da pior forma possível? Você me mandou lidar com aquilo sozinha, disse que não se importava. Lembra disso?

Os olhos de Kris se arregalaram.

— Thalassa, eu nunca recebi mensagem nenhuma. Nem respondi. Se eu soubesse que você estava mesmo grávida e que o filho podia ser meu, jamais teria ignorado. Nunca teria te mandado se virar sozinha.

Thalassa congelou.

— Podia ser seu?

Kris assentiu, devagar.

— Foi o principal motivo que me trouxe aqui. Eu preciso saber. Aquele bebê era meu?

Thalassa não sabia se ria, se chorava ou se dava um tapa nele, já que passara os últimos minutos convencida de que ele viera se desculpar por acreditar que ela havia perdido um filho dele, embora, no fim, ele ainda suspeitasse de que o bebê pudesse ser de outro homem.

Com os olhos ardendo, Thalassa se obrigou a conter as lágrimas antes de responder com calma:

— Saia do meu escritório, Kris.

Logo, tentou contorná-lo mais uma vez, mas dessa vez ele a segurou pelo braço e a empurrou contra a parede.

— Por que está agindo assim, Thalassa? — Ele rosnou, cravando os olhos nos dela. — Você me traiu, e nem sei quantas vezes. Tenho todo o direito de duvidar se aquela criança era mesmo minha.

— Me solta. — Exigiu Thalassa, tentando se desvencilhar, mas ele a manteve presa contra a parede.

— Por favor… Eu preciso saber. Aquele filho era meu? — Murmurou Kris, com os olhos suplicantes.

Cravando o olhar nos dele, Thalassa respondeu entre os dentes:

— Não. Não era seu.

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