— Infelizmente, não havia sinais de nenhum transporte renegado, e as pessoas dos assentamentos com quem conversamos não viram ninguém que correspondesse à descrição dela.
— Entendo.
Avery juntou as mãos diante do corpo, o olhar voltado para baixo.
— Obrigada por me atualizar.
O silêncio se estendeu entre nós.
Limpei a garganta.
— Eu estava me perguntando se você sabia de alguma fortaleza ou área que o Rei dos Renegados ou sua irmã possam ter mencionado enquanto você estava na companhia deles. — Perguntei, de forma direta. — Embora possamos continuar procurando em áreas aleatórias, isso exige incursões no território Silvermoon, o que aumenta a hostilidade entre nossas alcateias.
— Mais hostil do que sequestrar minha mãe? — Avery perguntou.
Ela ergueu os olhos para os meus, e eles estavam desolados e tristes.
Vê-la tão abatida fez algo se contrair de forma desconfortável no meu peito. Tentei imaginar como me sentiria se alguém de quem eu me importava fosse levado do mesmo modo, mas, para ser sincero, eu não tinha ninguém na minha vida que ocupasse esse papel.
Eu queria dizer algo que a fizesse entender que eu realmente estava tentando.
— Eu vou ajudar a encontrá-la, Avery. Prometo.
Ela soltou uma risada baixa e amarga e se virou para sair.
— Isso é tudo? — Perguntou, alcançando a maçaneta.
A raiva borbulhou dentro de mim. O que ela queria dizer agindo daquele jeito? Dei um passo em sua direção e empurrei a porta, fechando-a mais uma vez.
— O que mas você quer? — Retruquei. — Eu disse que vou encontrá-la.
— Você nem conseguiu encontrar sua verdadeira companheira.
As palavras de Avery foram ditas em voz baixa, mas ainda assim explodiram no cômodo.
— Então como posso acreditar que encontrará minha mãe?
Senti meu temperamento subir e o contive rapidamente.

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