Ponto de vista de Avery
Inspirei profundamente e senti aquele cheiro familiar e intenso de tempestade e cedro.
— Estive esperando por você. — Gemi, sentindo meu corpo esquentar. — Todas as noites eu espero por você...
Eu não suportava o espaço entre nós. Eu precisava dele, precisava daquilo AGORA.
Procurei seu pescoço na escuridão e puxei seu rosto para o meu, pressionando nossos lábios um contra o outro. Um choque elétrico pulsou pelo meu corpo, e eu soube que ele também sentiu, porque inspirou bruscamente, e então sua boca estava contra a minha, áspera e pronta.
— Mmm... — Gemi quando aqueles lábios firmes me reivindicaram, sua língua mergulhando em minha boca e deslizando contra a minha.
Agarrei seus bíceps enquanto ele me deitava lentamente na cama, e suas mãos separavam minhas saias, subindo pelas minhas coxas.
Era como se minha mente estivesse dividida, metade de mim no presente, naquela sensação nebulosa de pele e sedução. A outra metade estava de volta à floresta, naquela noite da Lua Cheia de Acasalamento, quando aquele homem, AQUELE homem, tinha me mostrado prazer e intimidade como eu nunca tinha conhecido antes ou depois.
— Avery. — Ele gemeu enquanto beijava meu pescoço e mordiscava a linha ousada do decote do meu vestido. — Eu quero tomá-la.
— Sou sua. — Ofeguei enquanto ele mordia meus seios, que se projetavam acima das camadas de tule e seda que compunham meu vestido. — Sempre fui sua.
Diante disso, meu Alfa rosnou, sentando-se e prendendo os dedos no delicado laço do meu vestido.
Ah, meu Deus, ele ia arrancá-lo do meu corpo!
— Por favor, não o destrua. — Procurei as mãos dele depressa. — Minhas amigas e eu costuramos esse vestido durante toda a noite passada.
Ele congelou.
— Você... Fez isto?
Ri de sua reação. Por algum motivo, pareceu tremendamente engraçado.

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