Lutei, mas a presença do Alfa sobrepujou meu espírito, e lentamente fui forçada a afundar nos lençóis amarrotados.
Algo frio foi derramado pela minha garganta. Era veneno? Era a poção dele que faria meu cio de acasalamento surgir? Era por isso que eu me sentia derretida e incandescente?
— Você não tem o direito de me comandar assim. — Choraminguei, aterrorizada, engasgando com o líquido. — Já quer tomar todas as outras partes de mim. Como ousa quebrar minha vontade também?
Mais uma vez, aquela presença sombria pairou ao lado da minha cama, sinistra e ameaçadora. Vi quando ele estendeu a mão para mim e bati em suas mãos, sabendo que minha força tinha acabado e que o melhor que eu podia fazer era um esforço patético e fraco comparado ao poder dele.
Ainda assim, lutei.
— Você vai ter que me matar. — Ofeguei, sem ar.
Meus pulmões estavam em chamas, e cada movimento latejava de dor.
— Eu não vou ajudá-lo a ferir Gideon. Mesmo que ele não me ame.
A figura sombria congelou.
— Eu não vou gerar seu herdeiro! — Cuspi, desabando sobre os lençóis. — Você pode se chamar de rei, mas eu sei que é um demônio! Eu nunca vou trair meu Alfa!
Minhas respirações soavam duras e pesadas no quarto. Como ondas quebrando na praia. O homem ao lado da minha cama franziu a testa para mim. Seu rosto quebrado era uma máscara bonita sobre sua depravação.
— Avery. — A voz dele raspou pela minha pele, arranhando minhas feridas.
Rolei para longe dele. Enterrei a cabeça nos braços. Eu não podia ouvir as mentiras do Rei dos Renegados!
— Mate-me se precisar. — Solucei. — Só deixe minha mãe ir.
A breve explosão de força agora escoava para fora de mim. Um grande cansaço afundava nos meus ossos, arrastando-me para a escuridão.
— Eu não vou traí-lo. — Repeti, minha voz suave e fraca até mesmo aos meus próprios ouvidos. Mal passava de um sussurro. — Você não pode me obrigar a trair Gideon.
Estremeci, desejando que aquilo acabasse rápido.

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