Com isso, Asher foi embora. Ele posicionou o guarda ao lado da minha tenda, então eu não tinha como escapar.
Suspirei e me sentei na beirada da cama, puxando cuidadosamente o anel do dedo. Minha pele doía onde a prata havia roçado, mas, fora isso, eu me sentia bem. Minha barriga tinha parado de doer, e coloquei a mão sobre ela.
— Está tudo bem? — Perguntei à minha loba.
Eu ainda conseguia sentir sua energia suave envolvendo o feto, protegendo-o.
“O bebê está bem. Ficou um pouco machucado com a sua queda, mas vai ficar tudo bem.”
Assenti para mim mesma, aliviada. Apesar de tudo, meu bebê era minha maior prioridade. Eu nunca tinha percebido o quanto queria um filho até agora, mas sabia que não podia deixar nada acontecer com ele ou ela. Mesmo que proteger meu filho significasse não conseguir usar a força da minha loba para me transformar, isso não mudaria.
Não fiquei sozinha por muito tempo antes que a aba da tenda fosse aberta de novo. Dierdra entrou com passos firmes, acompanhada por duas mulheres com correntes ao redor dos tornozelos.
Escravas.
Cada uma carregava dois baldes de água.
Dierdra sorriu com maldade e ergueu uma bucha áspera.
— Hora de deixar você bem limpinha.
— Eu estou bem. — Respondi, mas não adiantou.
As escravas despejaram a água na banheira, e Dierdra agarrou meu pulso com brutalidade, puxando-me de pé. Empurrei-a para longe, tirei minha roupa sozinha e entrei na banheira.
A água estava gelada.
— Está fria. — Observei.
Dierdra me encarou.
— Entre, ou eu vou obrigar você a entrar.
Revirei os olhos e afundei na banheira. A água gelada fez os músculos do meu estômago se contraírem de novo, mas inspirei fundo. Dierdra marchou até a lateral da banheira, mergulhou um dos baldes na água e o despejou sobre minha cabeça.
— E-ei! — Engasguei, tossindo.

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