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A Luna Amada do Alfa Sem Coração romance Capítulo 287

— Só estou curioso sobre a paisagem. — Falei, dando de ombros. — Deve ter sido uma boa caminhada até levarem você para lá. Imagino que a mantiveram naquelas correntes horríveis o tempo todo.

Dierdra corou de leve.

— Eu... Eu não sei. Fiquei vendada a maior parte do tempo. E eles me carregaram.

O garçom voltou e abriu nossa garrafa. Agradeci e a peguei, enchendo a taça dela até a borda. Coloquei um pouco mais na minha também, só para parecer que eu estava bebendo mais.

Ela lambeu os lábios com avidez e tomou um gole longo.

— Nossa, este vinho é bom.

— Só o melhor para você, meu amor.

Ela corou ainda mais, então afastou uma mecha de cabelo do rosto.

— Eu me lembro de ter atravessado um riacho.

Desfiladeiro do Homem Morto. Então o acampamento realmente ficava além dele. Mas isso eu já sabia.

— E o acampamento em si? — Insisti. — Era grande? Pequeno?

— Grande.

Dierdra abanou a mão.

— Enorme, na verdade. Centenas de renegados. Havia tendas por toda parte. E guardas. Tantos guardas.

Assenti, guardando a informação.

— Interessante. Eu não esperava que renegados tivessem patrulhas tão detalhadas.

— Ah, eles são bem organizados. Asher garante isso.

— Asher?

— O Rei dos Renegados.

Ela não pareceu notar o próprio deslize.

— Ele escolhe apenas os renegados mais fortes e inteligentes para serem seus guerreiros. Eu costumava vê-los correr na floresta todas as manhãs. Quando faziam exercícios no Desfiladeiro de Matthew, bem perto da fronteira do acampamento, eu ficava cansada só de assistir.

Desfiladeiro de Matthew.

Congelei. Eu conhecia aquele desfiladeiro. Tinha chegado tão perto dele quando procurava Avery, mas nunca atravessei. Dierdra me encontrou antes que eu pudesse.

— Então o acampamento... Fica além do Desfiladeiro de Matthew?

Dierdra soltou uma risadinha e alcançou a taça de vinho de novo. Parecia que minha sorte tinha acabado. O vinho só podia ajudar até certo ponto.

— Você não vai atrás dela, vai? — Perguntou.

As palavras saíam arrastadas agora, os olhos vidrados.

— Porque ela não vale a pena, Gideon. Ela é uma traidora. Uma vadia. Você merece coisa melhor.

— Eu sei.

Recostei-me na cadeira.

— Você tem razão.

Dierdra sorriu.

— Que bom. Fico feliz que finalmente esteja enxergando.

Ela esvaziou a taça e a colocou sobre a mesa com um baque. Então despencou para a frente, a cabeça repousando sobre os braços.

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