(Ponto de Vista de Kennedy)
— Não faço ideia… Acho que só vendo como tudo vai se desenrolar mesmo. Está tudo pesado demais para mim agora. Ai! — Acabei esbarrando em uma pequena muralha de cabelo loiro. — Ah, me desculpa! Rayna, preciso desligar por agora… Depois te ligo. — Encerrei a chamada e enfiei o celular no bolso. — Você está bem?
Olhei para as toalhas e os guardanapos de linho espalhados pelo chão e pelo colo da pequena ômega.
— Deixa eu te ajudar com isso.
A pobre garota parecia assustada quando me agachei e comecei a juntar tudo em uma pilha.
— Ah não, Luna! Eu não posso deixar você fazer isso. — Ela parecia aterrorizada.
Os olhos cor de mel estavam tão arregalados que ela parecia uma boneca. E, pela aparência, ela não devia ter mais que quatorze anos.
— Ah… Eu esbarrei em você porque não estava prestando atenção. O mínimo que posso fazer é ajudar a recolher isso. Qual é o seu nome?
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— Ah… Cindy, Luna. — A voz dela saiu baixa e insegura.
Talvez ela simplesmente não estivesse acostumada a conversar com ninguém. Ou então, sendo bem sincera, talvez o problema fosse falar comigo... Essa parecia a explicação mais provável.
— Bem, Cindy, meu nome é Kennedy. Quando estivermos só nós duas, gostaria que você me chamasse pelo meu nome, tudo bem? — Estendi a mão livre para ajudá-la a se levantar.
Os olhos dela se arregalaram ainda mais.
— Ah… Não… Eu acho que não posso fazer isso, Luna.
Mesmo assim ela aceitou minha ajuda para se levantar, o que já era um bom sinal, embora ainda parecesse um pouco assustada.


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