(Ponto de Vista de Elara)
Assim que estendemos as mãos, Jax e Dev seguraram sem pensar duas vezes, e nós os puxamos através da barreira. Ambos perderam o equilíbrio por um breve segundo antes de conseguirem se estabilizar. Eu ainda duvidava que eles fossem capazes de atravessar sem algum vínculo comigo, fosse de sangue ou de companheiro. Talvez aquilo ainda tivesse relação com o Ben ter puxado o Dev junto. Só que, no fim das contas, o resultado foi mais uma vez… Sem graça.
— Bem, eu não sei o que eu estava esperando, mas com certeza era mais do que isso. — Jax bufou ao meu lado, enquanto verificava seu companheiro do mesmo jeito que Ben tinha feito comigo.
Quando se deu por satisfeito, eles dois começaram a olhar ao redor, exatamente como eu e Ben tínhamos feito. — E agora, pra onde a gente vai? — Dev perguntou. A floresta cercava três lados, e a água ficava ao sul. Portanto, não havia muitas opções.
Olhei ao redor, sentindo aquele zumbido que eu já começava a associar com magia.
— Por ali. — Apontei, seguindo mais pelo instinto do que por qualquer outra coisa. A linha das árvores não era tão densa quanto parecia. Do lado de fora da barreira, a floresta parecia ficar cada vez mais fechada, até não dar pra ver nada além da escuridão.
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Já dentro da barreira, andamos uns poucos metros, talvez uns trinta, e então a floresta simplesmente se abriu por completo, revelando uma clareira... E a visão fez meu fôlego sumir.
No centro da clareira, uma fenda irregular rasgava o chão. Dei alguns passos até a borda e automaticamente prendi a respiração. O zumbido aumentou na mesma hora, como se o ar estivesse sendo soprado de dentro da rachadura direto contra mim.
As paredes do desfiladeiro estavam cobertas por pedras azuladas, vermelhas e roxas, projetando-se em todas as direções. A energia pulsava, acompanhando o ritmo do meu próprio coração.
— É isso que aquela bruxa desgraçada quer. — Falei, estendendo a mão para sentir o poder que fluía pelo ar.
— O que é isso, exatamente? — Jax perguntou, enquanto todos se aproximavam atrás de mim.
— Uma pedreira? Bruxas não usam pedras assim? Guardam nos bolsos, penduram nas janelas… — Dev sugeriu.
— Por que alguém escavaria isso, quando a fonte de poder é tão intensa assim? — Ben questionou ao meu lado.
No entanto, eu não respondi, continuando a caminhar pela borda.
— O que é aquilo? — O zumbido ficou mais forte conforme eu me aproximava da formação no centro, onde uma pedra enorme reluzia. — Parece uma…
— Uma estrela? — Ben completou.
— É. — Soltei o ar devagar. As formações de pedra criavam o desenho de uma estrela. — Fico pensando se isso cresceu assim... Ou se alguém moldou desse jeito.
— É isso que eles querem, não é? — Dev falou, mas não soou como pergunta. — Eles querem isso, seja lá o que for, e sabiam que estava aqui.
— Então por que demoraram tanto pra tomar essa terra? Por que agora? — Ben começou a andar de um lado para o outro atrás de mim. — Tem poder demais aqui, todos nós conseguimos sentir. Imagina uma bruxa que consegue canalizar isso…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...