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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 147

(Ponto de Vista de Ryker)

— Nem pense em se mexer, docinho. Eu estou te segurando.

Eu mal conseguia suportar a ideia de ficar longe dela. Depois de tudo, só queria tê-la o mais perto possível. Aquela viagem pareceu interminável, a mais longa da minha vida inteira. Pelo menos Claude e os imbecis que andavam com ele fizeram exatamente o que esperávamos e caíram na armadilha…

Após o segundo ataque contra Kennedy aqui no território, Josh e eu começamos a procurar alguém que pudesse se passar por ela. Não precisava ser idêntica, só precisava bater com a descrição. Foi assim que encontramos a Mia, uma guerreira que aceitou na hora servir como isca no lugar da Kennedy. Aqueles dois ataques, somados ao fato de Claude ter aparecido hoje, deixavam bem claro que aquilo tudo não era acaso. Tinha coisa maior por trás.

Quando ele nos viu, nem sequer piscou, mesmo tendo me evitado por meses. Só que ver a Kennedy ao meu lado pegou ele completamente desprevenido. Depois disso, ele não chegou perto da gente na festa do Rory, mas também não tirou os olhos de nós. Ficou seguindo cada passo que dávamos. No fim, foi ridiculamente fácil rastreá-lo.

Cerca de uma hora depois de chegarmos, Danny trouxe a Mia em um segundo carro. Enquanto Kennedy dançava com Bennet, eu dei um jeito de sair do local, e Claude, previsível como sempre, veio logo atrás de mim. Josh e eu também jogamos algumas iscas, mencionando o "carro da Kennedy" em voz alta sempre que ele passava por perto. Em certo momento ainda aproveitei para conversar com alguns Alfas sobre segurança para companheiras, citando protocolos e escoltas, tudo de propósito para que Claude escutasse.

No instante que chegou a hora de irmos embora, nossa equipe inteira se aproximou de uma vez. E no meio daquela movimentação, consegui tirar Kennedy dali discretamente e colocar Mia no lugar dela. Logo depois nos dividimos, onde Bennet, Danny e Josh saíram com Mia, como se estivessem protegendo a Luna. Não era um plano impecável, mas foi o melhor improviso que conseguimos naquela situação.

E ele mordeu a isca.

O carro da Mia acabou sendo atacado. Meus guerreiros saíram praticamente ilesos, só com alguns arranhões, mas eu nem conseguia parar de pensar no que poderia ter acontecido se aquele plano tivesse falhado ou se alguma coisa tivesse saído do controle.

Eu também fiquei extremamente grato por Kennedy ter percebido que tinha algo errado e, mesmo assim, não ter criado caso quando fomos embora. Normalmente ela ficava insistente quando não recebia respostas para as próprias perguntas. A verdade é que nem passou pela minha cabeça avisá-la pelo vínculo mental sobre o que estava acontecendo. Só fui lembrar disso quando ela mesma comentou, e nessa altura o ataque já tinha terminado e não mudaria mais nada.

Pelo menos ela acabou se aninhando em mim durante a viagem e dormiu no caminho, o que provavelmente significava que não estava com tanta raiva assim. Ainda assim, conhecendo Kennedy, ela não ia deixar aquilo morrer tão fácil. Então eu estava torcendo para que ela continuasse dormindo até amanhã de manhã, porque talvez até lá eu conseguisse inventar uma explicação melhor do que "eu esqueci que você agora consegue usar o vínculo mental".

Abri os olhos, virei para o lado e o pânico veio na mesma hora. O espaço ao meu lado estava vazio e os lençóis já tinham perdido todo o calor, o que significava que ela tinha saído dali fazia um tempo. Sentei de uma vez, afastando as cobertas enquanto me levantava da cama e tentava me controlar, embora não estivesse funcionando muito bem.

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