(Ponto de Vista de Kennedy)
— Eu consigo sentir onde todos vocês estão. Acho que essa é a melhor forma de explicar. — Disse, tentando organizar aquilo em palavras. — Quero falar com a Sarah depois, ver se isso é coisa de Luna… Mas, antes, eu realmente quero descobrir se tem alguma coisa aqui que possa ajudar com o nosso problema da marca.
Fiz uma pausa, antes de continuar:
— Depois de tudo com a Amy e o Finn, eu meio que entendo a hesitação do Ryker em me marcar sem saber o que pode acontecer. A gente só precisa de um único exemplo de uma humana sendo marcada como Luna. Existem vários casos de companheiras humanas sendo marcadas com segurança, mas… Ser Luna, e ainda por cima a Luna do Ryker, é o que está assustando ele.
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— Eu posso ajudar com essa pesquisa. Tem que ter alguma coisa aqui. Não é possível que a gente tenha passado tanto tempo sem nunca ter tido uma Luna humana. Se humanos não fossem feitos para fazer parte do nosso mundo, a Deusa não uniria a gente assim. O Alfa só precisa ter certeza de que não vai acabar te machucando de forma fatal. Então… Cadê o Danny?
Revirei os olhos.
— Ele ainda está na arena com o Ryker e o Josh, mas não estão juntos. Tenho certeza de que cada um está resolvendo uma coisa diferente.
— E como eu sei que você não está me zoando e que eles não estão só te passando informação pelo vínculo?
— Primeiro, porque isso seria uma baita perda de tempo… E, segundo, se eu quisesse te zoar, você acha mesmo que eu iria desperdiçar isso com algo tão sem graça?
— Justo. — Ele disse, já pegando um dos livros e começando a folhear. — Tem mais alguma coisa que a gente precisa procurar ou só um exemplo de humana sendo marcada como Luna?
— Eu aceito qualquer coisa que você ache que possa convencer o Ryker a me marcar. Está virando uma necessidade para mim… Ser marcada, quero dizer... Está… Me distraindo. Ainda bem que as aulas já acabaram, porque eu não conseguiria me concentrar em nada agora. E acho que isso também ajudaria ele. É algo que tanto ele quanto o lobo dele precisam para se sentirem completos.
— Então vamos trabalhar nisso.
Já estávamos há algumas horas mergulhados na pesquisa quando a Sarah entrou sem bater.
— O jantar está pronto, meus queridos.
— Mas a gente realmente precisa terminar isso… — Resmunguei, meio chorosa.
— Já deixei vocês sozinhos por tempo suficiente. Se não encontraram nada até agora, podem continuar amanhã. — Ela falou, vindo mais perto quando viu que eu continuava imóvel. — Anda, mocinha. A comida já está esperando… E você ainda precisa ver o seu companheiro.
Aquilo chamou minha atenção na hora, então levantei de um pulo.
— O que aconteceu com ele? — Perguntei, já indo em direção à porta.
— Não aconteceu nada. Você só precisa ver ele. Vocês dois passaram os últimos dias inteiros trabalhando sem parar e, já que você agora tem energia para mexer esse seu corpinho bonito, vamos logo. — Ela sorriu e ainda piscou para o Bennet.

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