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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 287

(Ponto de Vista de Greta)

Assim que chegamos perto do SUV, um grito desesperado, carregado de pânico, ecoou atrás de nós, chamando o nome do Finn. Nós dois nos viramos ao mesmo tempo, e ele conseguiu segurar a pequena que vinha voando na direção dele.

— Não… Não vão…— Ela repetiu entre soluços, agarrando-se a ele com toda a força que os dedinhos conseguiam ter.

O Finn me lançou um olhar meio perdido, e eu… Bem, eu também não tinha a menor ideia do que fazer. A gente estava completamente deslocado ali. Parte de mim ainda torcia para que o Ryker estivesse errado sobre os pais dela, porque nenhum de nós sabia sequer por onde começar quando se tratava de cuidar de um filhote… Muito menos lidar com um desespero daquele tamanho.

— Ei… — Me aproximei devagar, tentando ajeitar uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. Recebi um resmungo em resposta, enquanto ela se escondia ainda mais no pescoço do Finn. Respirei fundo, buscando calma, e olhei pra ele. "No fim, a gente precisava seguir... A Janelle era problema nosso, mas a Trinity… Também estava sob nossa responsabilidade. E eu não fazia ideia do que fazer."

Finn, por outro lado, passou a mão nas costas dela, tentando acalmá-la.

— Trin… Por que a gente não pode ir?

— Porque vocês não vão voltar. — Ela respondeu, com a voz completamente abafada contra o pescoço dele.

— Por que você acha isso? — Perguntei, colocando minha mão sobre a dele nas costas dela.

— A vovó e o vovô não voltaram… Depois o papai e a mamãe também não… E a tia Jo também não voltou… Adultos não voltam quando coisas ruins acontecem.

— Ah, minha pequena… — Me aproximei ainda mais, envolvendo ela entre nós dois, enquanto o Finn nos cercava com o braço livre. — Eu não posso prometer nada. Ataques de alcateia são coisa séria. Mas eu posso prometer que nós dois vamos fazer tudo o que pudermos pra voltar pra você o mais rápido possível. — Beijei a bochecha dela antes de me afastar um pouco, olhando para o Finn. Ele estava tão destruído quanto eu… Talvez até mais. Afinal, ele viveu isso. E sabia exatamente o que estava passando pela cabeça dela.

Ouvi uma tosse discreta.

— Desculpa… Eu não devia ter deixado ela escapar antes da gente chegar na cachoeira. — Bennet disse, tentando esconder a dor. Ele estendeu os braços, e eu me afastei, dando espaço.

Mas, assim que o Finn tentou entregá-la, ela gritou de novo, inconsolável. Bennet teve que puxá-la à força, enquanto ela se debatia e chorava, e eu precisei reunir toda a minha força pra não ceder e trazê-la de volta. No fim, virei de costas e caminhei até o SUV.

— Vamos. Quer que eu dirija? — Perguntei em voz baixa.

Ele negou com a cabeça, com o rosto completamente fechado. Entramos no carro, ele ligou o motor em silêncio, e então partimos. Mesmo assim, os ecos do choro dela continuaram na minha cabeça. E fechei os olhos por um instante, tentando me recompor. "Aquilo… Tinha sido uma das piores sensações da minha vida."

Uma lágrima escorreu pela minha bochecha, e senti a mão dele pousar na minha coxa. Abri os olhos devagar e olhei para o lado. Os olhos do Finn estavam avermelhados, mas ele continuava encarando a estrada. Então, segurando o braço dele, acabei perguntando:

— O que você fez comigo?

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— Oi? — Ele lançou um olhar confuso pra mim antes de voltar a atenção pra estrada.

— Antes de você aparecer… Eu não era assim. Sério, fazia mais de dez anos que eu não sentia nada desse tipo. Aí eu encontro meu companheiro e, do nada, viro uma chorona de cinco em cinco minutos.

Ele soltou uma risada baixa, ainda meio embargada.

— Talvez, se você não lutasse tanto contra o vínculo, não ficasse assim tão emocional.

— Vamos acabar com a Janelle primeiro… Depois eu vejo o que faço com isso. — Respondi, apertando a mão dele e relaxando ao sentir aquele arrepio familiar.

As duas horas de viagem passaram num borrão silencioso, até estarmos perto o suficiente para deixar tudo de lado e focar. "Não dava pra enrolar, a gente precisava resolver aquilo rápido, já tinha uma criança esperando por nós…" De repente, prendi o ar, e minha loba soltou uma risadinha na minha cabeça.

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