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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 296

(Ponto de Vista de Finn)

O local estava completamente cheio quando finalmente entramos, tomada por gente e por um clima de animação contagiante. Eu nunca fui muito fã de multidões, mas, ainda assim, era impossível não sorrir diante da felicidade que girava em torno do nascimento do bebê da Kennedy e do Ryker. A Trinity se soltou dos meus braços, mas logo prendeu minha mão com os dedinhos pequenos, deixando bem claro que quem mandava ali era ela.

Olhei por cima do ombro, procurando a Greta, mas tudo o que recebi foi um sorriso acompanhado de um leve dar de ombros antes de ela seguir em direção à cozinha, enquanto eu era praticamente arrastado até o sofá lotado, onde mal conseguia ver o topo da cabeça da Kennedy no meio da multidão que a cercava.

— Vamos, Finn, olha… Olha! — A Trinity se moveu como se tivéssemos o mesmo tamanho, atravessando o meio das pernas dos adultos com uma facilidade absurda. — Anda logo, Finn! — Reclamou, irritada com a minha lentidão, e algumas pessoas acabaram abrindo caminho diante da determinação dela, rindo da insistência.

Quando finalmente consegui chegar perto, a cena me fez parar no lugar. A Kennedy estava radiante, segurando um pequeno embrulho rosa. Só dava pra ver as bochechinhas e o nariz, mas eu já sabia que ela era maravilhosa e, se puxasse a mãe, o Ryker estaria completamente ferr*do. Ele, por sua vez, manteve as duas protegidas no braço ao mesmo tempo que todos ao redor suspiravam e se derretiam.

— Ela é linda, pessoal. Parabéns. — Comentei, e a Kennedy me lançou um sorrisão.

— Ainda bem que eu só tive que passar por isso uma vez. A Rayna teve dois de uma vez só, foi incrível, exaustivo, assustador e perfeito ao mesmo tempo. — Ela murmurou, olhando para o pequeno pacote nos braços.

— Qual é o nome dela? — A Greta apareceu ao meu lado, atrás da Trinity.

— Marcela. Em homenagem à mãe da Ken. — O Ryker respondeu, voltando o olhar para a companheira e a filha. No mesmo instante, a pequena Marcela deu um grande bocejo, com o rostinho se contraindo antes de soltar um chorinho forte. — Certo, a estrela da noite já teve o suficiente. Depois marcamos outro dia pra todo mundo babar em cima dela. — Declarou, se levantando com imponência.

Ele já estava em modo protetor. Bastou um único sinal de desconforto daquela criaturinha minúscula para ele começar a dispersar todo mundo, dando espaço para a Kennedy cuidar da filha. Diante disso, não consegui segurar o sorriso.

— A gente vai levar as crianças pra cima e colocar todo mundo pra dormir. Quer que fiquem com a gente hoje, pra não atrapalhar vocês? — A Greta sugeriu.

— Pois não estão atrapalhando em nada. — A Kennedy respondeu, claramente ofendida.

— Eu sei, não quis dizer nesse sentido... É que você vai passar a noite acordando de pouco em pouco. A gente pode cuidar desses quatro, assim eles descansam também.

— Talvez seja uma boa ideia. Vou dar de mamar pra ela… De novo. Ela puxou o pai. — Ela disse, arrancando risadas de todos, inclusive do Ryker. Ele ficava absurdamente gentil e carinhoso ao lado delas, o que só deixava claro que o outro lado dele devia ser dez vezes mais assustador. Se alguém ameaçasse as duas, ele provavelmente colocaria fogo em tudo.

Fomos com os quatro pequenos hóspedes até o quarto e, um por um, cuidamos de tudo até que todos estivessem prontos para dormir. Assim que conseguimos acomodá-los, me dirigi até a porta, com a Greta ao meu lado. Nós dois paramos e olhamos para trás, encarando as quatro crianças ocupando praticamente toda a cama, mas, estranhamente, aquilo não me incomodou nem um pouco. No fim, apenas fiquei ali, apenas observando enquanto dormiam.

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