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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 31

(Ponto de Vista de Kennedy)

— P*rra… Garota, assim você acaba com qualquer concorrência. Você está um espetáculo! Agora só falta o toque final. — Ela me passou os brincos de cristal preto, em formato de lustre, e eu dei um passo para trás para me ver inteira. Não tinha como negar, ela tinha acertado em cheio…

Meu cabelo loiro estava preso num rabo de cavalo alto, com leves cacheados, acompanhado de um acessório de cristal preto que fechava o visual. Os olhos vinham com uma maquiagem esfumada e sexy, mas ainda delicada, realçando o azul, enquanto um blush com brilho suave destacava as bochechas.

E, o batom vermelho profundo fazia um contraste perfeito com o preto. No fim das contas, eu ainda era eu, só que numa versão melhorada. Foi então que me virei e notei que não era a única completamente produzida.

Rayna estava simplesmente deslumbrante no vestido de veludo verde escuro, com um caimento tão impecável que praticamente exalava luxo. As mangas longas deixavam os braços finos ainda mais elegantes, enquanto o decote emoldurava o pescoço com um ar quase nobre, destacando o ponto exato onde sua marca ficaria visível.

A saia tinha um balanço suave e terminava na coxa, assim como a minha. Quando ela virou de costas, o dorso completamente aberto revelou uma pele bonita e macia, ainda mais realçada pelo cabelo solto, jogado sobre um dos ombros, contrastando com o tom dourado da pele.

— Jeremiah corre sério risco de vida quando bater o olho em você! — Comentei, rindo. — Ou então vai ser um massacre, porque outros caras não vão sobreviver nem a um olhar. Você está gostosa demais. Capaz dele te barrar antes mesmo das escadas. — Ela abriu um sorriso, e eu comecei a me abanar dramaticamente.

Antes que desse tempo de continuar admirando uma à outra, a batida na porta nos puxou de volta. Portanto, ela calçou os scarpins nude, e fomos juntas abrir.

Do outro lado, estavam todos os meus amigos, elegantes como nunca. Era nítido o esforço, cada detalhe gritava cuidado. Eu já os tinha visto em incontáveis festas da alcateia, mas aquela cena não se comparava a nada. Naquela noite, os trajes vestiam poder, impondo respeito só pelo jeito como moldavam cada corpo.

Jeremiah usava um terno cinza aço com camisa preta, tão ajustado que parecia que poderia rasgar se ele se movesse errado. Ben e Jason optaram pelo clássico terno preto com camisa branca, embora Ben usasse uma gravata azul-escura e Jason tivesse dispensado a gravata, deixando os primeiros botões abertos.

Já Tommy, fiel à sua necessidade constante de chamar atenção, vestia um terno azul-safira com camisa cinza-prateada escura, também sem gravata.

Juntos, davam a impressão de um time imbatível, e não havia dúvida de que aquela noite seria marcada por olhares cortados e aproximações desencorajadas.

— Car*mba… Vocês duas estão lindas demais! — Jeremiah elogiou, visivelmente sem fôlego. Ele se aproximou de Rayna, beijou-a e murmurou algo em seu ouvido, arrancando dela uma risada tímida e um leve rubor. Depois, veio até mim e depositou um beijo na minha têmpora. — Acho que hoje à noite vamos ter bastante trabalho, rapazes.

Diziam que ele era extremamente presente, sempre atento a tudo, mas ali a impressão era outra. No instante em que a irmã apresentava o companheiro de seu lobo à família, ele simplesmente não estava. Jeremiah, por outro lado, jamais faria isso. Eu tinha certeza de que ele me cercaria com uma guarda inteira e ainda faria meu companheiro enfrentar cada um deles para chegar até mim, mesmo que o vínculo já estivesse estabelecido.

"Maldição… Rayna estava me fazendo pensar em companheiros como se eu já tivesse um, o que não me ajudava em nada!" Mentalmente, bati a mão na testa e me obriguei a mudar o foco, passando a observar o salão enquanto caminhávamos. Tudo ali era exageradamente opulento, respirava luxo. E bastava um olhar mais atento para perceber que aquele Alfa só aceitava o melhor, tanto para si quanto para os seus.

As mesas estavam cobertas por toalhas pretas e pesadas, cada uma decorada com vasos altos de vidro transparente, cheios de velas flutuantes que captavam e refletiam a luz. Do teto, cordões de luz e tecidos desciam com elegância, enquanto flores brancas e roxas ocupavam cada superfície disponível. Estava tudo cuidadosamente elaborado, bonito na medida certa, sem cair no exagero.

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Ao menos, eu podia afirmar que ele cuidava bem de sua alcateia. Até porque não notei nenhum sinal de escassez ou sofrimento nas áreas que tive a chance de observar ao longo do dia, o que, na minha opinião, dizia muito mais sobre um Alfa do que sua força ou ostentação de riqueza.

Era fácil perceber que os membros da alcateia estavam felizes e saudáveis, e o comportamento dos ômegas só reforçava isso, sempre educados e respeitosos com todos, até comigo. Dessa forma, pensei que valeria a pena conhecer melhor a alcateia nos próximos dias e entender, de forma mais profunda, o lugar que Rayna chamava de casa.

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